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17/02/2014
15/04/2013
A FAMÍLIA SEGUNDO O PROPOÍTO DE DEUS DE WARM HILTS (Parte 4)
ABRAÃO E SUA FAMÍLIA (Gênesis 11:26
a 25:11)
Abraão foi convocado a deixar o seu
país natal, a sua parentela e a casa de seu pai e partir para uma terra a qual
Deus lhe mostraria (Gênesis 12:1). Nessa passagem, encontramos três círculos
familiares, cada vez mais fechados. Certamente que o chamado incluía a própria
família de Abraão, pois está presente a idéia de "tu e tua casa".
Parece que o sobrinho Ló, provavelmente solteiro, foi incluído na convocação.
Gênesis 11:31-32 segue historicamente a Gênesis 12:1.
A princípio, Abraão deixou a
sua terra e a sua parentela, mas não a casa de seu pai, Tera. Este também
mudou-se e ainda era o patriarca do clã, porém só chegou até Harã, onde morreu.
A partir daí, Deus tornou Abraão livre, e ele pôde seguir caminho com os seus,
segundo a ordem divina.
Os historiadores tendem a passar por
alto as faltas e o lado ruim das celebridades. A Bíblia não procede assim.
Gênesis 12 mostra-nos um triste página da vida de Abrão e Sara. Para proteger a
si mesmo, ele propôs a esposa ocultarem o fato de que eram casados, sugerindo
que passassem por irmãos. Era meia verdade, mas, como quase sempre acontece,
tratava-se, na realidade, de uma mentira. A manobra teve êxito, mas esse
crente, por sua vergonhosa atitude, acabou repreendido por um incrédulo.
Deus fez o homem diferente da
mulher, com qualidades, tarefas e domínios de responsabilidade distintos. Deus
espera do homem que aja como cabeça da família, que ame a sua esposa, que cuide
dela e a proteja. Da mulher, espera que aceite esse líder e se sujeite a ele.
Referente a isso, Sara é apresentada como exemplo para as outras mulheres (1
Pedro 3:6). (“como
Sara, que obedecia a Abraão e lhe chamava senhor. Dela vocês serão filhas, se
praticarem o bem e não derem lugar ao medo.”).
Abraão, no entanto, não agiu
impulsionado pelo amor a Sara. Ele não cumpriu o seu dever de protetor para com
ela. Agiu com egoísmo, preferindo deixar que a esposa sofresse, contanto que
ele se saísse bem.
O homem pode ser tremendamente
egoísta. Exige que a esposa faça o que lhe parece ser a ele devido, sem se
preocupar com o que ela possa sofrer como conseqüência de sua maneira de agir.
Isso não é outra coisa senão amor-próprio. Tal atitude prejudica qualquer
casamento.
No caso citado, surpreende-nos a
abnegação com que Sara aceita o seu destino e se conforma com a proposta do
esposo para salvá-lo. Mais tarde, Abraão voltou a cometer esse erro,
demonstrando quão arraigada estava em seu coração essa atitude pecaminosa. Em Gênesis
20, lemos que partiu dali para a terra do Neguebe e habitou em Gerar, onde
ficaram expostos a idêntico perigo. De novo negaram ser esposos e insistiram em
que eram irmãos. Em conseqüência, o rei de Gerar, Abimeleque, mandou buscar
Sara. Graças à intervenção de Deus, a união de Abraão e Sara foi preservada ―
mediante um sonho, Abimeleque foi-lhe revelada a verdadeira relação entre
ambos. Desculpou-se de sua conduta, lembrando-os de que haviam declarado que
eram irmãos. No sonho, Deus lhe dissera: "Bem sei que com sinceridade de
coração fizeste isso; daí o ter impedido eu de pecares contra mim e não te
permiti que a tocasses. Agora, pois, restitui a mulher a seu marido, pois ele é
profeta" (vv. 6-7). Abimeleque obedeceu. No dia seguinte, contudo, chamou
Abraão e repreendeu-o por aquela atitude. O rei pagão fez-lhe esta incisiva
pergunta: "Que estavas pensando para fazeres tal coisa?" (v. 10).
Abraão respondeu: "Eu dizia
comigo mesmo: Certamente não há temor de Deus neste lugar, e eles me matarão
por causa de minha mulher. Por outro lado, ela, de fato, é também minha irmã,
filha de meu pai e não de minha mãe; e veio a ser minha mulher. Quando Deus me
fez andar errante da casa de meu pai, eu disse a ela: Este favor me farás: em
todo lugar em que entrarmos, dirás a meu respeito: Ele é meu irmão" (vv.
11-13). Essa confissão revela que Abraão estava decidido a cometer aquele
pecado havia muitos anos, desde que saíra de Harã. Ali estava a raiz do mal.
Abraão ainda não havia alcançado o
nível de fé evidenciada mais tarde. Mediante sucessivas experiências, descritas
nesses capítulos, sua fé cresceu e se fortaleceu. As promessas divinas
repetiram-se e progressivamente se fizeram mais precisas. Primeiro, Deus fez
menção de sua descendência (12:7); em seguida, deixou evidente que ele teria um
filho (15:7); finalmente, afirmou que esse filho nasceria de sua mulher Sara
(18:10). Depois disso, a fé de Abraão tornou-se forte o suficiente para que
Deus pudesse prová-lo como homem algum jamais fora experimentado.
Em Gênesis 22:1-3 lemos:
"Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este
lhe respondeu: Eis-me aqui! Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho,
Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto,
sobre um dos montes, que eu te mostrarei. Levantou-se, pois, Abraão de
madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus servos
e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que
Deus lhe havia indicado".
Penso que crente algum enfrentou
situação semelhante à de Abraão. De um lado, estava a promessa de que Isaque
seria um grande povo, e, de outro, a ordem para que fosse sacrificado. Como
solucionar tal contradição? Hebreus 11:19 tem a resposta: "Considerou que
Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos". Aqui
resplandece uma fé que supera tudo que possamos imaginar. Nisso Abraão é um exemplo
para todos os crentes de todos os tempos.
Consideremos agora o que está
escrito no tocante a Sara. Ela deve ter sido uma mulher muito atraente. Sua
beleza era tal que, naquelas terras pagãs, não seria surpresa se outro homem
tentasse tomá-la para si. O Antigo Testamento não nos dá nenhuma informação
sobre sua vida de fé. Para ela, era difícil aceitar o fato de ser estéril.
Várias vezes encontramos essa aflição nos lares descritos na Bíblia. Hoje,
muitas mulheres padecem da mesma tristeza. Na dependência do Senhor ― pois quem
permite a esterilidade pode também aceitar as orações dos Seus (1 Samuel 1:5;
Gênesis 25:21) ―, todavia, é possível receber, em muitos casos, ajuda médica
eficaz. A causa da esterilidade nem sempre depende da mulher, e uma intervenção
cirúrgica no homem pode dar resultado. Adotar uma criança pode ser uma solução,
ainda que nem sempre isenta de inconvenientes. Mas também vejo com freqüência
casais sem filhos realizarem a obra do Senhor com uma eficiência que jamais
lhes seria possível se tivessem filhos.
Contudo, temos de advertir contra
métodos imorais, a saber, pecaminosos. Por exemplo, a mulher cujo esposo é
estéril e recorre à inseminação artificial, valendo-se de um doador, com ou sem
o consentimento do marido. Em alguns países, onde a poligamia é permitida, uma
nova esposa pode ser a solução quando a primeira é estéril. Mas, no governo de
Deus, essa prática quase sempre é seguida de efeitos nocivos.
E essa foi a proposta feita por Sara
ao marido (Gênesis 16). É provável que ela estivesse a par da promessa de
Gênesis 15:4, mas o casal ignorava ainda o fato de que o filho nasceria de Sara
(18:10). Isso pode servir de justificativa para ela, mas não é motivo para
aprovarmos tal solução.
Em 1 Pedro 3:5-6, Sara é mencionada
como exemplo para as mulheres crentes, devido à sua sujeição ao marido. E, se
alguém encontra nisso motivo para pensar que ela era mulher de limitada
iniciativa, servil e de pouco caráter, está enganado. Deus entregou Eva a Adão
a fim de que fosse para ele uma auxiliadora idônea ― mas ela era do mesmo nível
que ele, a mesma coisa podemos dizer de Sara e Abraão. Que ajuda um homem
recebe da esposa se tudo o que ela sabe fazer é dizer "sim" toda vez
que ele lhe propõe algo?
Contudo, a solução proposta por Sara
não foi de ajuda para Abraão. Melhor que não a tivesse escutado. Em Gênesis 30,
descobrimos que Raquel fez o mesmo. Em ambos os casos, o filho da serva era
contado como da senhora. Propostas como essas não são fruto da fé. Pelo
contrário, evidenciam tremenda falta de confiança em Deus.
O nascimento de Ismael, filho da escrava egípcia Agar, foi motivo de muita
tristeza. Sara, ao se sentir ofendida com o comportamento de sua serva, fez
injustamente censuras ao esposo. Não obstante, ele lhe deu toda liberdade para
maltratar a serva, e ela o fez.
Nessa época, Abraão era da idade de
85 anos, e não era tão velho como em Gênesis 18, quando tinha cem, e Sara,
noventa. Abraão creu na promessa divina, mas Sara demonstrou claramente a sua
incredulidade.
Gênesis registra um comportamento marcante
de Sara. Por duas vezes ela tomou a iniciativa de dar conselho ao esposo, sem
que ele o solicitasse. O primeiro, como já vimos, foi ruim, porque provinha da
incredulidade. O segundo encontra-se em Gênesis 21:10: "Rejeita essa
escrava e seu filho; porque o filho dessa escrava não será herdeiro com Isaque,
meu filho". Esse conselho foi mal recebido pelo patriarca, pois
"pareceu isso mui penoso aos olhos de Abraão". Porém estava
equivocado. Deus lhe disse: "Atende a Sara em tudo o que ela te
disser" (v.12). Nesse
assunto, ela demonstrou ter melhor entendimento que o marido.
Aproveitamos para recordar aos maridos crentes a importância que podem ter para
eles os conselhos e as opiniões da esposa.
Questões
relativas à família nº 4
- Como Deus chamou Abraão e de que maneira o guiou à obediência? De que maneira age Deus hoje em dia com os Seus filhos?
- Em que circunstâncias Abraão agiu de forma errada com relação à esposa? Por que fez isso?
- Em que passagem lemos mais sobre o problema da esterilidade?
- Em que momento fracassou a fé de Sara?
- Em que sentido Sara é exemplo para as mulheres crentes?
- Quais os resultados da união com Agar?
- Que bom conselho Sara deu ao esposo e qual foi o mau conselho?
- Busque na Bíblia outros exemplos em que a esposa tem boa ou má influência sobre marido.
Ver as partes anteriores ou posteriores:
Texto extraido do livro do pastor H. WILTS (Família segundo o plano de Deus) Editora: DLC Literatura cristã.
ESTE ARTIGO É PRA REFORÇAR A NOSSA COMREENSÃO SOBRE A FAMÍLIA E O SEU PAPEL NO LINDO PLANO DE DEUS. QUE O SENHOR NOS AJUDE A PRESERVAR ESTA SAGRADA INSTITUIÇÃO QUE DEUS QUIS QUE FOSSE A FAMÍLIA, INSTITUÍÇÃO ESTA QUE O DIABO TENTA DE TODAS AS FORMAS DESTRUIR.
ESTE ARTIGO É PRA REFORÇAR A NOSSA COMREENSÃO SOBRE A FAMÍLIA E O SEU PAPEL NO LINDO PLANO DE DEUS. QUE O SENHOR NOS AJUDE A PRESERVAR ESTA SAGRADA INSTITUIÇÃO QUE DEUS QUIS QUE FOSSE A FAMÍLIA, INSTITUÍÇÃO ESTA QUE O DIABO TENTA DE TODAS AS FORMAS DESTRUIR.
A FAMÍLIA SEGUNDO O PROPOÍTO DE DEUS DE WARM HILTS (Parte 3)
3 – NOÉ E SUA FAMILIA (Gênesis 6-9)
Era grande a maldade e a violência
dos homens nos dias de Noé. Por isso, Deus decidiu toda a humanidade com o
dilúvio. Contudo não o fez sem antes adverti-la seriamente. Com paciência e
amor deu-lhes ainda 120 anos mais para que se arrependessem e se convertessem.
O apostolo Pedro fala da paciência de Deus que “aguardava nos dias de Noé”
(1ºPedro 3.20). Infelizmente nada mudou.
Noé mostrou em sua conduta grande
diferença em relação a seus contemporâneas. Era um homem justo e
irrepreensível. Andava com Deus, como Enoque fizera antes dele, e achou graça
diante do Senhor. Contudo, a oferta da graça de Deus não destinava-se somente a
Noé. Destinava-se também a sua casa ―
esposa e filhos.
Muitas vezes encontramos na Bíblia a
expressão “tu e a tua casa”. Deus não quer salvar somente a indivíduos, mais
“casas” e “famílias”. No tempo de Abraão quando Deus fez cair juízo sobre
Sodoma, Ele decidiu salvar a Ló. Os anjos que vieram para destruir Sodoma
perguntaram a Ló: “Tens aqui alguém mais dos teus?” (Gênesis 19.12). até
mencionaram primeiro os seus genros. E Ló foi falar com eles para levá-los
consigo. Infelizmente eles se recusaram a ir; não se deixaram salvar e
morreram. Deus, porem, queria que toda a família de Ló saísse de Sodoma.
Deus deu a Noé todos os detalhes de
como fazer a sua arca para que toda
a sua família se salvasse com ele. Quando a arca estava pronta Deus disse:
“Entra na arca tu e toda tua casa” (Gênesis 7.1). e Noé entrou na arca com sua
esposa, e as esposas de seus filhos. Assim se salvaram todos. Os filhos e as
noras eram todos adultos, de aproximadamente 100 anos de idade. Veja que foi
bem diferente a atitudes deles do que as dos genros de Ló!
Em atos 16 lemos o que ocorreu com o
carcereiro de Filipos. Clamou em desesperada angustia: “que devo fazer para que
seja salvo?” A resposta foi: “Crê no Senhor Jesus e será salvo, tu e tua casa”
(vv. 30-31). Para Noé e os seus, a arca era o único meio que podia salvo-los;
para o carcereiro e sua casa era a fé no
nome de Jesus Cristo. “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do
céu não existe nenhum outro nome dado entre os homens, pelo qual importa que
sejamos salvos” (Atos 4.12). Que graça quando famílias inteiras ― pai, mãe e
filhos ― podem gozar a salvação de Deus pela fé em Jesus Cristo!
Os filho de Noé não foram salvos
pela fé do pai, mais sim, pelo fato de que, em obediência a palavra de Deus,
eles mesmo entraram na arca. É um grande privilegio ter pais crentes e conhecer
o Evangelho desde a juventude. Mais que ninguém pense que se pode ser salvo em
virtude do exemplo e ensino dos pais crentes. A salvação não se herda, somente
pode ser obtida por meio da fé viva e pessoal em Cristo Jesus.
Em 2ºPedro 2.5, lemos que Noé foi um
“pregador da Justiça”. Judas nos relata no versículo 14 de sua epistola que
Enoque, por sua vez profetizou. Ambos os patriarca tiveram uma vida que
agradava a Deus, com testemunho e pregação públicos. Desse modo Paulo podia
encorajar os crentes a fazer o que havia visto nele e ouvido dele (Filipenses
4:9). Nós também deveríamos dar o mesmo testemunho.
Depois do dilúvio, Deus fez uma
aliança com Noé e seus descendentes. O sinal da sua aliança foi um arco nas nuvens (Gênesis 9.12-17). O
homem pode olhar para esse arco quando aparecerem nuvens negra no céu e
encontrar consolo. Todos conhecemos na vida essas nuvens ameaçadoras que tanto
nos assustam: enfermidades, dores, problemas de toda classe. Mais em meio a
todas elas podemos contemplar o arco que nos fala de uma viva esperança:
Cristo, o fundamento de todas as promessas de Deus. Não somos apenas nós que
vemos esse arco, Deus nos assegura que Ele também contempla e não se esquece de
suas promessas.
“Depois Noé construiu um altar dedicado ao Senhor e, tomando alguns
animais e aves puros, ofereceu-os como holocausto, queimando-os sobre o altar” (Gênesis 8.20). Aqui temos a
primeira menção de altar. A oferta, como todas as outras ofertas que
encontramos em Gênesis, foi um holocausto. Os outros tipos de oferta são
mencionados no livro de Levítico e mostram de maneira figurada os ricos e
variados aspectos de sacrifícios de Jesus Cristo. Dentre os livros do Novo
Testamento, é especialmente a epístola aos hebreus que trata disso.
Quando Deus aspirou o suave cheiro
que subiu do altar, “disse a si mesmo: "Nunca mais amaldiçoarei a
terra por causa do homem, pois o seu coração é inteiramente inclinado para o
mal desde a infância. E nunca mais destruirei todos os seres vivos como fiz
desta vez.” (Gênesis
8.21). Isto não aconteceu porque Noé e seus filhos se tornaram pessoas melhores
na arca, eram ainda os mesmos, como mostra o versículo 21. Mas o fato é que
Deus decidiu fazer a sua graça vigorasse a partir de então em virtude do sacrifício
que Noé ofereceu, e Ele aceitou com apreço.
Como todos os sacrifícios também
este conduz o nosso pensamento a o sacrifício que Jesus ofereceu no Gólgota.
Ali Ele se entregou a si mesmo como oferta imaculada a Deus (Efésios 5.2). Deus
ficou plenamente satisfeito e foi glorificado mediante este sacrifício. A
oferta que Jesus apresentou foi acima de tudo para glorificar a Deus. Não
obstante, Ele também se ofereceu por
nós. Só por meio deste sacrifícios é que Deus também pôde considerar-nos aceitáveis
(Efésios 1.6). Depois de nossa conversão, não passamos a ser melhores, em
comparação com os não crentes, como nem tampouco aquelas oitos pessoas que
entraram na arca.
Tenho prazer em pensar na família de
Noé, salva e abençoada pela graça, ao redor de seu altar. Gostaria de chamar de
“altar da família” dispomos de um altar semelhante em nossa família? Claro que
não me refiro a um altar no sentido literal (ou seja, com pedras arrumada,
animal queimando,etc. grifo do digitador) Minha pergunta é: reservamos um tempo
para sentarmos juntos pais e filhos ao redor da palavra de Deus, para receber
dEle consolo e ensino? Agradecemos juntos pelas bênçãos recebidas dEle? Oramos
juntos uns pelos outros e pelos os demais também? Se temos esse costume, não
deixará de haver preciosos resultados. Como marido nos estimaremos e nos
amaremos mais e seremos exemplo para nossos filhos, de modo que eles aprenderão
a se amar e a cuidar uns dos outros. Se os fazeres da vida diária ― o trabalho,
as obrigações, os estudos ― nos leva a descuidar do serviço devido a Deus, as
conseqüências serão triste. Não seria essa a causa de nossa vida familiar
frequentemente manifestar tão pouco o caráter de uma família cristã?
Gênesis 9.18-28 continua a historia
de Noé e sua família. Quão diferente de que se esperava veio a ser a situação
nesse lar tão abençoado. O pai em vez de ser um modelo caiu em pecado, por
falta de domínio próprio, embriagou-se. Podem os pais que dão mau exemplo aos
filhos esperar deles respeito e reverência? O filho mais moço de Noé demonstra
claro menosprezo. Diverti-se ao relatar o que vira aos seus irmãos.
A Palavra de Deus não ensina que os
filhos devem honrar seus pais só quando estes merecem, mas sempre. Deus deu aos
pais uma autoridade que os filhos têm de respeitar, mesmo que isso lhe pareça
difícil.
Por isso Cam foi castigado, e o
castigo caiu sobre o seu filho Canaã. Sem e Jafé se entristeceram por causa do
comportamento de seu pai. O amor cobre todas as coisas. Mostraram amor e
respeito e foram recompensados com a benção que o pai lhe deu.
Questões
referentes à família nº 3:
- Como era o comportamento dos homens nos dias de Noé, e em que aspecto Noé se diferenciava deles?
- Como tinha de construir a arca? A arca é figura de que? Quem entrou com Noé na arca, e o que isso nos mostra?
- O que nos leva a constatar que os homens não se tornaram melhores depois do dilúvio, e porque só em virtude de um sacrifício puderam permanecer no favor de Deus? O que nos ensina Efésios 5.2 quanto a isso?
- De que maneira podemos edificar um “altar familiar” com a nossa família
CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA
Ver as Partes:
Texto extraido do livro do pastor H. WILTS (Família segundo o plano de Deus) Editora: DLC Literatura cristã.
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11/04/2013
A FAMILIA SEGUNDO O PLANO DE DEUS DE H. WILTS (parte 2)
2 - LAMEQUE E SUA FAMÍLIA (Gênesis
4:19-24)
Depois da história da primeira
família, encontramos em Gênesis 4 e 5 duas genealogias. Uma é a descendência de
Caim, a outra a de Sete. Ambas terminam com a breve descrição de uma família.
A primeira é a casa de Lameque.
"Lameque tomou para si duas esposas: o nome de uma era Ada, a outra se
chamava Zilá. Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e
possuem gado. O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que
tocam harpa e flauta. Zilá, por sua vez, deu à luz a Tubalcaim, artífice de
todo instrumento cortante, de bronze e de ferro; a irmã de Tubalcaim foi Naamá.
E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque,
escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz
porque me pisou. Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém,
setenta vezes sete" (Gênesis 4:19-24).
Esse breve relato deixa evidente que
Lameque tinha todas as características de seu antepassado Caim. Suas palavras e
seus atos demonstram que se havia distanciado ainda mais de Deus e de Sua
Palavra que Caim. Em conformidade com os pensamentos de Deus, Caim havia tomado
para si uma esposa. Freqüentemente se pergunta onde ele conseguiu essa mulher.
Só há uma clara resposta bíblica. Adão "gerou [...] filhos e filhas"
(Gênesis 5:4). Deus "de um só [ou seja, de Adão] fez toda a raça
humana" (Atos 17:26). Portanto, Caim se casou com uma de suas irmãs.
Lameque, por sua vez, agiu em claro
desacordo com as intenções de Deus e tomou para si duas esposas. A poligamia é
uma prática contrária à ordem estabelecida por Deus na criação (Gênesis 2:24).
Quem conhece a Bíblia, sabe que Deus tolerou a poligamia, mas nunca a aprovou.
Conseqüentemente, verificamos que esse mal sempre teve o seu devido castigo. O
que se observa em certos países confirma a regra -- eu mesmo pude verificar
isso na África. Não se podem esperar casais e lares ideais e felizes se não
estiverem fundamentados nesse princípio bíblico.
Lameque não agiu por ignorância.
Gênesis 4:24 mostra que ele conhecia as palavras de Deus. Não sentia nenhuma
necessidade da proteção que Deus havia prometido a Caim. Suas palavras, cheias
de orgulho e vanglória, manifestavam que se considerava capaz de se defender a
si mesmo. Ele mesmo poderia lutar por seus direitos! Não precisava de Deus para
nada! Vontade própria, independência e autoritarismo eram as características
dominantes de sua personalidade. Com essas características, pode-se
"alcançar" muito neste mundo pecaminoso.
A breve descrição da família de
Lameque atesta isso. Seus três filhos evidenciavam as mesmas características do
pai. Os três chegaram a ser famosos no mundo de seu tempo. Foram os pioneiros
nas áreas de seus talentos e atividades. Jabal, agricultor, foi chamado de
"o pai dos que habitam em tendas e possuem gado". Jubal veio a ser
"o pai de todos os que tocam harpa e flauta", foi o eminente pioneiro
do mundo da arte e da cultura. O terceiro foi Tubalcaim, artífice de todo
instrumento cortante, de bronze e de ferro. Com razão podemos considerá-lo o
precursor do mundo industrial de seu tempo. Podemos imaginar com que respeito
os contemporâneos viam Lameque. Que lar mais bem-sucedido tinha esse homem!
Como não invejá-lo? Três filhos, e cada um alcançou um lugar de destaque na
sociedade!
Que pai não se alegra quando os
filhos alcançam posição importante neste mundo? Muitos fazem sacrifícios
financeiros para dar aos filhos uma boa educação e dedicam muito tempo e
energia para esse fim. Não se alegrariam, então, com o êxito de seus filhos e
não se sentiriam orgulhosos deles? É o que pensa a maioria dos pais hoje em dia,
e Lameque certamente pensou da mesma maneira. Mas será que era tudo tão belo e
bom como parecia? Não teria Lameque se deixado ofuscar pelas aparências? Não é
justamente isso que se vê hoje também?
Lameque tinha um contemporâneo que
se chamava Enoque. Este também pertencia à sétima geração desde Adão, mas era
da linhagem de Sete, que invocava o nome de Deus (Gênesis 4:26). Enoque
caminhava com Deus, algo que Lameque não fez. Aliás, fez justamente o
contrário. Enoque também se casou. Também gerou filhos e filhas. Pelo que
sabemos, Enoque e sua família não foram influentes no mundo de seu tempo.
Enoque nem tampouco vivia para este mundo. Não, ele caminhava com Deus.
Os ideais da pessoa que anda com
Deus são diferentes dos das demais que vivem só para este mundo. Essa pessoa
tem outras normas para dar valor às coisas. Por isso, Enoque via sua tarefa e
sua vida neste mundo de modo completamente diferente de Lameque.
Há ainda duas outras passagens que
falam do modo de viver de Enoque e completam o que se diz dele em Gênesis. Seu
andar com Deus era o andar pela fé, o qual culminou no seu traslado em glória
(Hebreus 11:5-6). Mediante essa fé, ele também discerniu a inimizade contra
Deus que caracterizava o mundo de seu tempo. Dessa maneira, também entendeu que
este mundo caminha rumo ao juízo de um Deus santo. Profetizou acerca deste
juízo vindouro e advertiu seus contemporâneos (Judas 14). Infelizmente, o mundo
de então não o levou a sério. Três gerações posteriores, nos dias de Noé, esse
juízo chegou sob a forma do dilúvio.
A história de Lameque e de sua
família deixa uma séria advertência para nós e respectivas famílias. Que eu não
seja mal-interpretado! Não é pecado almejar que nossos filhos recebam uma boa
educação. Evidentemente também não é pecado exercer uma boa profissão ou um
ofício neste mundo. Se trabalhamos na agricultura, na cultura ou na indústria,
isso não tem muita relevância -- desde que possamos exercer nossa profissão em
comunhão com Deus e que ele seja honrado.
Nós, os crentes, não pertencemos
mais a este mundo. Deus "nos libertou do império das trevas e nos
transportou para o reino do Filho do seu amor" (Colossenses 1:13). Por
graça, fazemos parte daqueles que o Pai tirou do mundo e deu a Seu Filho (veja
João 17:6). Mas ainda estamos neste mundo. Por isso, temos que cumprir um papel
que implica muitas responsabilidades.
O apóstolo João escreveu: "Não
ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do
Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a
concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede
do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que
faz a vontade de Deus permanece eternamente" (1 João 2:15-17).
Para andar de maneira condizente com
o nosso lugar e com a responsabilidade que temos neste mundo, precisamos viver
a fé de um Enoque. O apóstolo Paulo viu o perigo de fazermos mal uso -- abusar
-- deste mundo, e advertiu acerca disso. Mas também mencionou a possibilidade
de usarmos corretamente as coisas deste mundo, e dessa forma glorificar a Deus.
"Os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência
deste mundo passa" (1 Coríntios 7:31 - RC). Uso e abuso podem se aproximar
muito. Facilmente se passa de um ao outro.
Para esclarecer este assunto, darei
um exemplo. Desde os tempos antigos, o homem tem inventado diversos meios para
registrar seus pensamentos por escrito e repassá-los a outros. Jó já conhecia a
arte de escrever e gravar (Jó 19:23-24). Bem mais tarde inventou-se a
imprensae, depois, outros meios de comunicação. Alguém disse que todos esses
inventos se tornaram degraus, quer para o céu, quer para o inferno. Podemos
verificar que o diabo faz uso intensivo desses meios para estender o seu reino.
Será por isso que os crentes hão de rejeitar toda cultura, tornando-se hostis a
ela e levando uma vida de isolamento?
A tecnologia gráfica, o rádio e a
televisão têm sido meios para espalhar uma onda de perdição sobre este mundo.
Eis o abuso. Contudo, utilizada com proveito, a tecnologia gráfica permite que
hoje a Bíblia seja colocada nas mãos de milhões de pessoas. Por meio da rádio e
das fitas cassetes, as Boas Novas da salvação são proclamadas a muitas pessoas
que não sabem ler. Usemos as coisas do mundo, mas não façamos abuso delas!
William Kelly, erudito em línguas e
grande conhecedor da Bíblia, encontrou-se certa vez com um professor de línguas
antigas. Logo os dois estudiosos estavam envolvidos numa profunda conversa. De
repente, o professor lhe perguntou: "Senhor Kelly, qual a sua
ocupação?". A resposta foi: "Estudo a Bíblia, escrevo sobre ela e dou
conferências". O professor replicou: "Que pena que o mundo esteja
perdendo um talento como esse!". William Kelly lhe respondeu com três palavras:
"Que mundo, senhor?".
Essa pergunta nos leva a reflexão.
Para que mundo vivemos e trabalhamos? Para que mundo educamos os nossos filhos?
Lameque, um homem do mundo, educou seus filhos para este mundo. Mas este mundo
passa. "Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a
sua alma?" (Mateus 16:26). Porém, melhor é dizer como disse Josué:
"Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Josué 24:15).
Questões referentes à família nº 2:
1) Que aspectos caracterizam
Lameque e quais caracterizam os filhos dele?
2) Que versículo mostra que
Deus não aprova a poligamia?
3) Que contraste observamos
entre Lameque e Enoque?
CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA...
Texto extraido do livro do pastor H. WILTS (Família segundo o plano de Deus) Editora: DLC Literatura cristã.
ESTE ARTIGO É PRA REFORÇAR A NOSSA COMREENSÃO SOBRE A FAMÍLIA E O SEU PAPEL NO LINDO PLANO DE DEUS. QUE O SENHOR NOS AJUDE A PRESERVAR ESTA SAGRADA INSTITUIÇÃO QUE DEUS QUIS QUE FOSSE A FAMÍLIA, INSTITUÍÇÃO ESTA QUE O DIABO TENTA DE TODAS AS FORMAS DESTRUIR.
CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA...
Texto extraido do livro do pastor H. WILTS (Família segundo o plano de Deus) Editora: DLC Literatura cristã.
ESTE ARTIGO É PRA REFORÇAR A NOSSA COMREENSÃO SOBRE A FAMÍLIA E O SEU PAPEL NO LINDO PLANO DE DEUS. QUE O SENHOR NOS AJUDE A PRESERVAR ESTA SAGRADA INSTITUIÇÃO QUE DEUS QUIS QUE FOSSE A FAMÍLIA, INSTITUÍÇÃO ESTA QUE O DIABO TENTA DE TODAS AS FORMAS DESTRUIR.
04/04/2013
A FAMÍLIA SEGUNDO O PROPOÍTO DE DEUS
Quando nos casamos,
minha esposa e eu, como tantos outros casais, recebemos muitas mensagens de
felicidades. Num dos cartões, lia-se: O casamento é uma bendita instituição que
Deus nos preservou do paraíso? Depois de quase sessenta anos de vida conjugal e
familiar, continuo a confirmar a veracidade desta declaração.
Contudo, também
aprendi e pude observar nos outros que essa bênção não é automática, nem tem
garantia duradoura sem que se observem algumas condições. Vivemos num mundo
pecaminoso, do qual Satanás é o príncipe. Nesta sociedade estão atuantes toda
classe de forças contrárias que instigam nossa natureza pecaminosa e tendem a destruir
a vida familiar, causando muitos males. Em minha longa experiência de ensino,
seja como professor, seja na obra de evangelização, seja no trabalho
missionário, tanto em meu país como no exterior, fui defrontado com muitos
problemas familiares. Naturalmente, também li muito sobre o tema. Quando
visitava os lares, quando expunha a Palavra nas reuniões ou em conferências
sobre o assunto, tinha de responder a muitas perguntas que me eram feitas.
A resposta para os
problemas conjugais e familiares de nosso tempo tem de ser procurada na Bíblia.
E não somente no Novo Testamento, pois o Antigo Testamento também proporciona
muito esclarecimento sobre esse tema. Obviamente, as famílias descritas na
Palavra de Deus viviam em épocas e condições muito distintas da nossa. Os usos
e costumes eram diferentes. Não podemos simplesmente transportar certas
maneiras de agir para o modelo cultural de nossa sociedade, menos ainda
aplicá-las ao pé da letra. Ademais, as famílias que nos são apresentadas na
Bíblia nem sempre são exemplares.
A Bíblia é um livro
verdadeiro. Por meio dela, Deus chama nossa atenção tanto para as atitudes
pecaminosas que podem ocorrer na vida familiar como para as boas. Assim também,
quanto a este assunto, se aplica o que o apóstolo Paulo disse em 1 Coríntios
10:11: Estas cousas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para
advertência nossa?
Ao estudar este tema,
reparei outra vez como as muitas instruções desse velho Livro são ainda bem
atuais. Nem poderia ser diferente, visto que foi o próprio Deus quem no-lo deu.
A Bíblia é para todos os homens, de todas as épocas e de todos os países.
A natureza humana
continua a mesma desde o primeiro casal, depois da queda. Todos os homens têm
as mesmas tendências pecaminosas capazes de conduzir aos mesmos extravios. Além
disso, Satanás ainda é o grande sedutor e homicida, como tem sido desde o
princípio (João 8:44). Sempre busca corromper o que Deus dá ao homem para
bênção. Isto se aplica particularmente à vida conjugal e familiar.
Creio que estas considerações farão o leitor compreender a intenção desta série
de artigos. Não existe a pretensão de abordar diretamente temas como noivado,
matrimônio, sexualidade, planejamento familiar e educação dos filhos. O
propósito é apresentar uma série de famílias descritas na Bíblia e,
contemplando-as, tirar lições importantes para a vida familiar de nosso tempo.
Dessa forma, as considerações referentes à vida conjugal e familiar virão
espontaneamente .
As perguntas propostas no final de cada estudo são para instigar estudo pessoal
e aprofundamento no tema. Talvez possam também estimular conversas em família
ou, mesmo, servir de referência para grupos de estudo bíblico.
1 - ADÃO E EVA E SEUS
FILHOS (Gênesis 3 e 4)
A primeira família que
encontramos na Bíblia é a de Adão e Eva. Eles tiveram filhos e filhas (Gênesis
5:4). Não se sabe quantos filhos tiveram, mas os nomes de três deles são
conhecidos: Caim, Abel e Sete.
Primeiro Deus criou a
terra e preparou-a como morada para o homem. Por fim, para completar sua obra,
criou Adão. Formou-o do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida.
Desse modo, o homem passou a ser alma vivente. Deus o fez habitar num lindo
lugar, o jardim do Éden. Sua tarefa era cultivá-lo e guardá-lo (2:15).
Deus lhe deu
autoridade sobre tudo o que havia criado. Adão deu nome a todos os animais,
evidenciando assim a autoridade que Deus lhe dera. Observou os animais[lan1] ,
o vínculo entre macho e fêmea, como Deus os havia criado. Então sentiu uma
grande solidão: ?Não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea? (2:20).
Contudo, antes de Adão
dar-se conta desta necessidade[lan2] , Deus disse: ?Não é bom que o homem
esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea? (2:18). O mesmo Deus
criador pôs esse desejo no coração de Adão e Ele mesmo desejava suprir esse
anseio.
Depois de fazer cair
pesado sono sobre Adão, Deus tirou-lhe uma costela, da qual formou a mulher e
apresentou a Adão. Como Adão deve ter ficado agradecido quando recebeu a mulher
das mãos de Deus! É uma alegria que, desde então, tem-se repetido no coração de
milhares de casais que Deus uniu em mútuo amor.
Adão sabia que Deus
havia formado a mulher dele mesmo. Ela era verdadeiramente de sua própria
carne. O fato de Deus ter usado uma costela de Adão não é insignificante. Vejam
a observação que consta no Talmude dos judeus: Deus não fez a mulher da cabeça
de Adão para que o governasse, tampouco de seus pés para que a pisoteasse, mas,
sim, de uma costela, próxima de seu coração, para que a amasse. Desse modo,
Adão e Eva vieram a ser marido e mulher, uma só carne?
Esse fato mostra um ensinamento profético que mais tarde foi revelado por
Paulo: Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si
mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio
da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa,
sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim
também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a
esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a
alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos
membros do seu corpo. Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se
unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério,
mas eu me refiro a Cristo e à igreja? (Efésios 5:25-32). À luz desses
versículos, vemos claramente que cada casal deve ser uma representação real da
relação entre Cristo e a igreja. Qualquer desvio, como poligamia, infidelidade
conjugal e divórcio, está em contradição com o que Deus estabeleceu na criação.
Mais tarde voltaremos a falar sobre isso.
O primeiro casal vivia em completa harmonia. Não se envergonhavam um do outro.
Quando notavam a presença de Deus no jardim, não temiam. Nem mesmo perguntavam
quem dos dois era o líder. Deus estabeleceu as regras da relação de autoridade
entre homem e mulher apenas quando a queda pelo pecado fez isso necessário.
Adão podia compartilhar com sua esposa a tarefa de dominar. Juntos cumpriam a
ordem: ?Multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a? (Gênesis 1:28). Também
juntos exerciam a tarefa de cultivar e guardar o jardim.
Toda bênção que Deus dá ao homem é sempre acompanhada de uma responsabilidade.
Esse também era o caso de Adão e Eva. Não só tinham de cultivar o jardim, mas
também deviam guardá-lo. Isso só era possível num caminho de obediência para
com Deus, não comendo da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois do
contrário morreriam (2:15-17). Sabemos como Satanás conseguiu tentar Eva
e fazer que ela desobedecesse a Deus. Em sua queda, arrastou a seu marido.
Não guardaram o jardim, logo, não podiam mais cultivá-lo, e foram expulsos do
Éden. Perderam o paraíso para sempre. Além disso, por causa da desobediência,
colocaram toda a criação debaixo da influência e do poder de Satanás, do pecado
e da morte.
Quão grandes foram as mudanças que o pecado trouxe a esse casal, mudanças essas
que se estenderam a toda a humanidade (Romanos 5:12). Uma vida feliz em
comunhão com Deus e um com o outro se transformou numa vida de medo e vergonha.
Quando deram conta de sua nudez, coseram para si vestes de folhas de figueira,
as quais Deus substituiu por pele de animais. Não há dúvida de que esse ato de
Deus é uma alusão à reconciliação. Aqui, por meio do sacrifício de uma animal
inocente, Deus já estava querendo dar a entender que o homem só podia subsistir
perante Ele mediante a morte de um substituto.
No paraíso, o trabalho era uma bênção de puro gozo. Mas fora do jardim, a terra
produzia cardos e abrolhos. Adão tinha de cultivá-la com trabalho dificultoso,
e no suor do rosto comer seu pão. Deus chamou a todos os que tiveram parte
nesse primeiro pecado para Lhe prestarem conta. Cada um recebeu a sua própria
sentença: Satanás, a serpente, Adão e Eva.
Constatamos também que ocorreu uma grande mudança na relação desse casal. É
certo que 1 Timóteo 2:13 e 1 Coríntios 11:8-9, passagens que dizem respeito à
posição do homem e da mulher, indicam que o primeiro lugar de Adão ― o de
cabeça ― já fora estabelecido na ordem divina da criação. Mas foi só depois da
queda que Deus disse a Eva: O teu desejo será para o teu marido, e ele te governará?
(Gênesis 3:16). Essa não era a relação entre eles antes do pecado. Felizmente
Adão não recebeu a ordem de mandar em sua esposa (atentemos bem para isso!).
Mas à Eva foi dito claramente que seu lugar seria de subordinação a seu marido.
Muitas vezes se diz que essa relação de subordinação foi abolida pelo evangelho
e não tem mais validade. Homens e mulheres estão agora equiparados na
sociedade, logo, também no lar e na igreja. Cita-se Gálatas 3:28 (v.r.): ?Não
há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque
todos vós sois um em Cristo Jesus?. Quem não é afeiçoado à idéia de emancipação
da mulher é tido como quem comete discriminação e, aos olhos de muitos, parece
estar cometendo o pior pecado.
Quando se faz referência ao que Paulo disse sobre isso em outra passagem do
Novo Testamento, a objeção é refutada com o argumento de que se trata de um
ponto de vista de Paulo, talvez bom e aceitável naquele tempo, mas arcaico e
inviável para nossos dias. Entretanto, os cristãos espirituais, que conhecem a
Bíblia e a amam, sabem que os escritos de Paulo são os mandamentos do Senhor (1
Coríntios 14:34-37). O que se diz com respeito à posição da mulher no lar? ?As
mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido
é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo
o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também
as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido? (Efésios 5:22-24). Esses
versículos são dirigidos às mulheres, não aos homens. Se alguma irmã porventura
tiver dificuldade para obedecer a essas instruções, é um conselho meu que leiam
várias vezes a passagem. Os homens não precisam fazer isso. Geralmente estão
bem convencidos dessa verdade. Conhecem muito bem o teor da exortação: ?As
mulheres sejam submissas ao seu próprio marido? Mas isto não lhes dá o direito
de interpretar o versículo como se dissesse: Maridos, mantende vossas mulheres
em sujeição? A instrução aos maridos está na seqüência da passagem que acabei
de citar: Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si
mesmo se entregou por ela? (v. 25). Amar a sua esposa é bem diferente de
governá-la!
Certa vez visitei um casal cuja relação estava muito longe do ideal. Quando
cheguei o marido ainda não estava em casa. A esposa me recebeu e, passado um
tempo, começou uma longa lista de queixas contra o marido. Era quase
interminável. Durante algum tempo escutei em silêncio. Mas depois comentei que,
ao que parecia, ela tinha um marido desobediente à Palavra de Deus. Pode-se
dizer que sim ,respondeu ela, Nunca ouço dele nenhuma palavra de apreciação ou
de carinho. Peguei minha Bíblia, busquei a primeira epístola de Pedro 3:1-2 e
li: Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que,
se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do
procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de
temor. São versículos que ela conhecia bem. Quando lhe perguntei se tinha posto
em prática esse conselho de Pedro, respondeu-me com franqueza que não: Devo
confessar que muitas vezes, quando ele se conduziu indevidamente, eu lhe
respondi com palavras duras". Ela admitiu que essa talvez fosse a razão de
não lograr exercer boa influência sobre o marido.
Naquele momento, nossa conversa foi interrompida pela chegada do marido. Ele
viu a Bíblia aberta e o rosto da esposa inchado pelo choro e entendeu o que
estava acontecendo. De fato, a relação entre eles não era como devia ser. Ele
prontamente confessou isso.
No decorrer da conversa lemos o sétimo versículo desse mesmo capítulo:
?Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e,
tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com
dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que
não se interrompam as vossas orações?. O homem se queixou: Como alguém pode
amar uma mulher que não quer saber de sujeição, sempre é rebelde e quer fazer a
vez de chefe? E a esposa reagiu: Como uma esposa pode se sujeitar a um marido
que nunca demonstra apreciação ou carinho? Ninguém suporta isso! Por fim,
aconselhei os dois a trocar urgentemente os textos bíblicos. Que a mulher lesse
e praticasse o que estava escrito para ela, e o marido levasse a sério o que
estava escrito para ele.
Não é esse um problema generalizado entre os cristãos: atentar para o que o
outro deve fazer? Somos mais propensos a atentar para os outros e criticá-los
que a aplicar a Palavra de Deus a nós mesmos.
Os versículos citados lançam uma clara luz sobre as relações entre marido e
mulher no matrimônio e no lar. Quanto à Igreja, o lugar assinalado para homens
e mulheres também não é o mesmo. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo com o
propósito de instruí-lo "como se deve proceder na casa de Deus, que é a
Igreja" (1 Timóteo 3:15). Disse: A mulher aprenda em silêncio, com toda a
submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem;
esteja, porém, em silêncio? (1 Timóteo 2:11-12).
Em 1 Coríntios 14:34, o apóstolo diz: ?Conservem-se as mulheres caladas
nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como
também a lei o determina?. O que Paulo escreveu é um mandamento do Senhor, a
cabeça da Igreja.
Noutro tempo não se
suscitava a questão de ordenar uma mulher para o ministério, porque os
versículos que lemos há pouco eram tidos como suficientemente claros e aceitos
por sua autoridade. É triste verificar que hoje em dia, em geral, a ocorrência
de mulheres exercendo o ministério nem mais se questiona. Por acaso encontraram
uma melhor explicação para essas passagens? Impossível, pois não dão margens a
duas interpretações! Não, argumentaram simplesmente que esses conceitos estão
arcaicos. Seriam meros pontos de vista do apóstolo Paulo, aplicáveis àquele
tempo, obsoletos para a época atual. Com essa forma de argumentar, as
Escrituras são privadas de sua autoridade e simplesmente postas de lado. Aliás,
é bem isso que tem acontecido com muitas outras verdades bíblicas, mas não
quero me delongar nisso agora.
No tocante ao lugar da
mulher na Igreja, os versículos apresentados são suficientes para toda mulher
que queira submeter-se à autoridade das Escrituras. O serviço público na Igreja
é uma área para a qual o Senhor, que é o cabeça da Igreja, chamou o homem. Para
ele há numerosas instruções como exercer esse serviço. A mulher foi chamada
para outras tarefas, e isso não significa que ela tenha lugar inferior diante
do Senhor. Eram mulheres que serviam ao Senhor com seus bens. Foi a mulheres
que o Senhor se apresentou primeiro, após a ressurreição. Foram mulheres quem
Ele incumbiu de transmitir aos irmãos a grande notícia de Sua ressurreição.
Mulheres lutaram junto com Paulo em prol do evangelho. O homem e a mulher têm
cada um o seu próprio lugar, tanto no lar como na Igreja.
Gênesis 4 começa
comunicando que Adão e Eva coabitaram. A relação sexual entre os cônjuges é uma
bênção especial de Deus, na qual não há nada pecaminoso nem sujo. É um prazer e
privilégio que Deus associou ao matrimônio. Isso pode ser constatado na
instituição do matrimônio, quando Deus disse: "Estes dois serão uma só
carne" (Gn 2:24). Deus implantou o instinto sexual nos animais para
perpetuação da espécie. Este também é o propósito de Deus para o homem. Deus
disse a Adão e Eva: Sede fecundos, multiplicai-vos? (Gn 1:28). A bênção dos
filhos é uma fonte de grande alegria no matrimônio. E a ordem para gerar filhos
continua vigente nos dias de hoje. Pode-se dizer que esse é o único mandamento
que o gênero humano têm obedecido voluntariamente, em qualquer lugar. É uma
conseqüência da atividade sexual. Embora, no tocante à sexualidade, Deus tenha
dado ao homem muito mais que aos animais, dotando-o de compreensão e do amor
controlado pela razão. Quando falta esse controle, o homem se rebaixa ao nível
do instinto animal. 1 Coríntios 7:3-5 nos dá claras instruções de como viver a
sexualidade no casamento: "O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e
também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre
o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não
tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao
outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos
dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos
tente por causa da incontinência".
Vimos que Deus deu ao
homem e à mulher uma posição distinta em certas áreas da vida. As epístolas de
Paulo também apresentam isso. Por isso, é tanto mais notável verificar que
neste caso ambos os parceiros são contemplados com igual posição e igual
direito. Esse é um aspecto muito importante para a vida sexual. Outro ensino
importante é que os parceiros não devem ter em vista a sua própria satisfação,
mas devem almejar a felicidade do outro. A meta no matrimônio não deve ser
obter o máximo proveito possível, mas dar o mais que se possa. Se esses
princípios forem respeitados, é possível viver por muitos anos um casamento
prazeroso e harmonioso, mesmo no aspecto físico. Os laços do amor desse modo se
reforçam. Por outro lado, a desconsideração desses princípios é a causa do
fracasso de muitos matrimônios. O amor se esfria até que, por fim, um fica
alheio ao outro; e o resultado muitas vezes é desastroso.
Muitos irmãos supõem,
e até ensinam, que o celibato (ou a abstinência sexual dos casados) é indicador
de um nível mais elevado de espiritualidade no crente. Isso é um erro. O
próprio Senhor Jesus ensinou de forma diferente, e demonstrou isso chamando
homens casados para apóstolos (1 Coríntios 9:5). Deus só aprova que alguém abra
mão do matrimônio quando o fizer voluntariamente em prol do Reino de Deus.
Poucos são qualificados com esse dom especial. Paulo também ensinou isso (1
Coríntios 7:32) e se opôs firmemente aos que proibiam o matrimônio (1 Timóteo
4:3). A exigência do celibato, que mais tarde foi instituída na igreja romana,
não tem nenhuma base bíblica. A história eclesiástica provou que as pessoas não
são capazes de viver uma vida casta quando isso lhes é imposto. Que ninguém se
subestime nesse assunto. Não é o desejo em si mesmo o que caracteriza o pecado ―
aquilo que Paulo chama de viver abrasado, mas o fato de buscar satisfação
sexual fora do casamento.
Os coríntios
escreveram a Paulo fazendo muitas perguntas, entre elas, várias a respeito do
casamento. A resposta do apóstolo dá a entender que, dentro da esfera do
matrimônio, Deus concedeu um lugar aos impulsos sexuais. Ceder a esses impulsos
fora dessa esfera, caracteriza a "prostituição" ou o
"adultério", e é condenado como pecado. É bom e absolutamente
necessário que os crentes atentem para essa norma. Em nosso país, dito cristão,
isso foi, nas gerações passadas, de certa forma levado em conta na formulação
das leis. Hoje em dia, muitos não querem mais saber desse princípio divino. As
relações sexuais fora do casamento são aprovadas e, muitas vezes, até
publicamente propagadas.
Também as relações homossexuais
recebem aprovação. Muitos até querem que essa forma de convivência seja
reconhecida por lei. Os que têm a coragem de protestar publicamente contra tais
práticas são tachados de antiquados e tapados. Devem ser punidos por
discriminação, dizem alguns. Pensam esses que poderíamos nos desenvolver melhor
e viver mais felizes sem essas normas bíblicas. E esse pensamento não é tão
novo quanto parece. É a mesma velha mentira de Satanás no paraíso: No dia em
que [...] comerdes [o fruto proibido...] como Deus, sereis conhecedores do bem
e do mal? (Gênesis 3:5). É uma meia-verdade, e geralmente uma meia-verdade é
pior que uma mentira inteira. O diabo deixou de mencionar que, com esse
conhecimento, o homem não mais seria capaz de deixar o mal, nem tampouco de fazer
o bem. Abolir as normas de Deus nunca fez o homem mais feliz, nem jamais fará.
Que sociedade desventurada é esta de hoje, que cada vez mais se afasta de Deus!
O primeiro filho de
Adão e Eva foi Caim. Depois nasceu Abel. Eles não "fizeram" filhos,
como às vezes se diz hoje em dia. Filhos devem ser vistos pelos pais como dom
de Deus. Estes, portanto, também devem ser criados para Deus. Eva reconheceu no
filho que lhe nascera uma bênção de Deus. Ao criar filhos, os pais muitas vezes
experimentam bastante alegria, muitas vezes também, preocupação e tristeza. E o
mesmo se deu com os primeiros pais.
O filósofo Rousseau
afirmou que as crianças são como um papel em branco. Uma vez que o educador
saiba evitar qualquer má influência sobre ela, poderá escrever o que quiser
sobre essa folha em branco. Todavia, o relato da primeira família nos ensina
algo diferente. As influências exteriores não desempenharam nenhum papel na
criação dos filhos do primeiro casal. O que de fato pesou no caso de Caim foi a
natureza pecaminosa que recebera desde o nascimento. Seus pais provavelmente
tiveram muita preocupação e tristeza por causa dele. A elevada expectativa de
Eva resultou em grande desilusão.
Caim era religioso.
Foi ele que ofereceu o primeiro sacrifício a Deus. Mas, ao contrário de seu
irmão, ele não entendeu nada do fundamento sobre o qual um pecador pode
subsistir perante Deus e se aproximar dEle. Abel também ofereceu um sacrifício,
mas os sacrifícios dos irmãos foram diferentes. Se alguém ler a Bíblia
superficialmente, poderá supor que a causa disso estava na diferença de seus
ofícios. Caim, agricultor, ofereceu a Deus um sacrifício dos frutos da terra, e
Abel, pastor, ofereceu a primogênita de suas ovelhas. Pode parecer natural.
Mas, se pensarmos assim, perderemos a grande lição concernente à reconciliação
que essa história encerra. Em Hebreus 11:4 lemos: Pela fé, Abel ofereceu a Deus
mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser
justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também
mesmo depois de morto, ainda fala?
Há uma grande
diferença entre esses dois homens: Abel tinha fé e, fundamentado nessa fé,
ofereceu sacrifício. Hebreus diz que ele ofereceu um sacrifício "mais
excelente", um sacrifício de sangue, dando a entender que reconhecia sua
culpabilidade diante de Deus. Ele cria em Deus e que este lhe aceitaria o
sacrifício em seu lugar. O sacrifício de Caim evidenciava um rito religioso
constituído segundo a vontade própria: ofereceu frutos da terra -- da mesma
forma que seu pais, que, depois de caírem no pecado, pensavam poder vestir-se
perante de Deus com folhas de figueira produzidas por uma terra maldita. As
peles com as quais Deus os vestiu ensinavam de maneira figurada que o pecador
só pode aproximar-se de Deus em virtude do sacrifício de um substituto
executado no lugar deles. Adão e Eva tiveram de aprender essa lição e, sem
dúvida alguma, também a ensinaram a seus filhos, mas Caim não a compreendeu.
Razão pela qual lemos que Deus não se agradou de Caim e de sua oferta? (Gênesis
4:5). Outra coisa que notamos aqui é que, nessas duas ofertas, Deus relaciona o
ofertante com sua oferta.
Adão e Eva podiam
contar a seus filhos os grandes feitos de Deus e compartilhar com eles os
ensinamentos que eles próprios haviam recebido de Deus. Mas não estava ao
alcance deles convertê-los nem induzi-los à fé. Isso é algo que só Deus pode
fazer, mediante a operação do Espírito Santo.
O mesmo também se
aplica aos pais da atualidade. Temos de estar profundamente cientes de nossa
grande responsabilidade como pais e, ao mesmo tempo, convencidos da nossa
completa incapacidade. Isso nos levará à oração. Rendamos graças a Deus pelos
filhos que se convertem e evidenciam a verdadeira fé. Sigamos orando pelos que
continuam demonstrando desinteresse.
Quando Caim viu que
Deus rejeitara sua oferta, irou-se grandemente contra seu irmão e finalmente o
assassinou. Por quê? O apóstolo João dá a resposta: Porque as suas obras eram
más, e as de seu irmão, justas? (1 João 3:12).
Não obstante, Deus
também amava Caim, assim como ama a todos os pecadores. Não quer que o pecador
pereça, mas que se converta e seja salvo (veja 2 Pedro 3:9; 1 Timóteo 2:3-4).
Por isso advertiu Caim antes de este consumar o ato deplorável. Posteriormente,
quando Deus lhe anunciou o castigo, Caim reconheceu a gravidade de seu pecado.
Teria sido arrependimento sincero? Ou ele teria ficado impressionado com os
terríveis resultados de sua maldade? Quanto a isso, só podemos fazer
suposições.
Caim foi desterrado.
Antes de se retirar, Deus pôs sobre ele um sinal para que qualquer que o
encontrasse não o ferisse de morte. Até no juízo pronunciado sobre Caim vemos a
misericórdia de Deus. A expressão quem quer que o encontrasse [lan1] ? (Gênesis
4:15) é óbvia referência aos outros filhos de Adão e Eva. Alguns provavelmente
já haviam-se casado com uma das irmãs. O próprio Caim tomou uma irmã por
mulher.
No lugar de Abel, Deus
deu outro filho a Adão e Eva: Sete. Gênesis 5 nos fala dele e de sua
descendência, é um capítulo que termina com Noé, cuja família vamos considerar
numa próxima ocasião. A descendência de Caim nos é relatada no capítulo 4.
Dessa linhagem destaca-se Lameque e seu lar. É deles que trataremos no próximo
estudo.
Questões relativas à família nº 1
- Que princípios sobre o matrimônio encontramos em Gênesis 2:24?
- Como Satanás conseguiu fazer que os primeiros homens pecassem (Lucas 4:1-13 e 1 João 2:16)?
- No que consistiu a condenação de Satanás, a serpente, e a de Adão e de Eva (Gênesis 3:14-19)?
- Em Gênesis 3:7 e 21 notamos que o homem não pode agradar a Deus com suas próprias obras. O que dizem as passagens de Romanos 3:28 e Efésios 2:8-9 a esse respeito?
- Como Deus regulamentou a relação entre o homem e a mulher (leia Malaquias 2:14-16; Efésios 5:22-23; 1 Pedro 3:1-7)?
- Que importância tem a sexualidade? No que diz respeito à sexualidade, qual é a diferença entre o homem e os animais (leia Gênesis 1:28; 2:24; 1 Coríntios 7:3-5)?
- Qual a diferença entre Caim e Abel (leia Hebreus 11:4 e 1 João 3:12)?
Texto extraido do livro do pastor H. WILTS (Família segundo o plano de Deus) Editora: DLC
Literatura cristã.
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