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15/04/2013

A FAMÍLIA SEGUNDO O PROPOÍTO DE DEUS DE WARM HILTS (Parte 4)



ABRAÃO E SUA FAMÍLIA (Gênesis 11:26 a 25:11)

Abraão foi convocado a deixar o seu país natal, a sua parentela e a casa de seu pai e partir para uma terra a qual Deus lhe mostraria (Gênesis 12:1). Nessa passagem, encontramos três círculos familiares, cada vez mais fechados. Certamente que o chamado incluía a própria família de Abraão, pois está presente a idéia de "tu e tua casa". Parece que o sobrinho Ló, provavelmente solteiro, foi incluído na convocação. Gênesis 11:31-32 segue historicamente a Gênesis 12:1.
A princípio, Abraão deixou a sua terra e a sua parentela, mas não a casa de seu pai, Tera. Este também mudou-se e ainda era o patriarca do clã, porém só chegou até Harã, onde morreu. A partir daí, Deus tornou Abraão livre, e ele pôde seguir caminho com os seus, segundo a ordem divina.
Os historiadores tendem a passar por alto as faltas e o lado ruim das celebridades. A Bíblia não procede assim. Gênesis 12 mostra-nos um triste página da vida de Abrão e Sara. Para proteger a si mesmo, ele propôs a esposa ocultarem o fato de que eram casados, sugerindo que passassem por irmãos. Era meia verdade, mas, como quase sempre acontece, tratava-se, na realidade, de uma mentira. A manobra teve êxito, mas esse crente, por sua vergonhosa atitude, acabou repreendido por um incrédulo.
Deus fez o homem diferente da mulher, com qualidades, tarefas e domínios de responsabilidade distintos. Deus espera do homem que aja como cabeça da família, que ame a sua esposa, que cuide dela e a proteja. Da mulher, espera que aceite esse líder e se sujeite a ele. Referente a isso, Sara é apresentada como exemplo para as outras mulheres (1 Pedro 3:6). (“como Sara, que obedecia a Abraão e lhe chamava senhor. Dela vocês serão filhas, se praticarem o bem e não derem lugar ao medo.”).
Abraão, no entanto, não agiu impulsionado pelo amor a Sara. Ele não cumpriu o seu dever de protetor para com ela. Agiu com egoísmo, preferindo deixar que a esposa sofresse, contanto que ele se saísse bem.
O homem pode ser tremendamente egoísta. Exige que a esposa faça o que lhe parece ser a ele devido, sem se preocupar com o que ela possa sofrer como conseqüência de sua maneira de agir. Isso não é outra coisa senão amor-próprio. Tal atitude prejudica qualquer casamento.
No caso citado, surpreende-nos a abnegação com que Sara aceita o seu destino e se conforma com a proposta do esposo para salvá-lo. Mais tarde, Abraão voltou a cometer esse erro, demonstrando quão arraigada estava em seu coração essa atitude pecaminosa. Em Gênesis 20, lemos que partiu dali para a terra do Neguebe e habitou em Gerar, onde ficaram expostos a idêntico perigo. De novo negaram ser esposos e insistiram em que eram irmãos. Em conseqüência, o rei de Gerar, Abimeleque, mandou buscar Sara. Graças à intervenção de Deus, a união de Abraão e Sara foi preservada ― mediante um sonho, Abimeleque foi-lhe revelada a verdadeira relação entre ambos. Desculpou-se de sua conduta, lembrando-os de que haviam declarado que eram irmãos. No sonho, Deus lhe dissera: "Bem sei que com sinceridade de coração fizeste isso; daí o ter impedido eu de pecares contra mim e não te permiti que a tocasses. Agora, pois, restitui a mulher a seu marido, pois ele é profeta" (vv. 6-7). Abimeleque obedeceu. No dia seguinte, contudo, chamou Abraão e repreendeu-o por aquela atitude. O rei pagão fez-lhe esta incisiva pergunta: "Que estavas pensando para fazeres tal coisa?" (v. 10).
Abraão respondeu: "Eu dizia comigo mesmo: Certamente não há temor de Deus neste lugar, e eles me matarão por causa de minha mulher. Por outro lado, ela, de fato, é também minha irmã, filha de meu pai e não de minha mãe; e veio a ser minha mulher. Quando Deus me fez andar errante da casa de meu pai, eu disse a ela: Este favor me farás: em todo lugar em que entrarmos, dirás a meu respeito: Ele é meu irmão" (vv. 11-13). Essa confissão revela que Abraão estava decidido a cometer aquele pecado havia muitos anos, desde que saíra de Harã. Ali estava a raiz do mal.
Abraão ainda não havia alcançado o nível de fé evidenciada mais tarde. Mediante sucessivas experiências, descritas nesses capítulos, sua fé cresceu e se fortaleceu. As promessas divinas repetiram-se e progressivamente se fizeram mais precisas. Primeiro, Deus fez menção de sua descendência (12:7); em seguida, deixou evidente que ele teria um filho (15:7); finalmente, afirmou que esse filho nasceria de sua mulher Sara (18:10). Depois disso, a fé de Abraão tornou-se forte o suficiente para que Deus pudesse prová-lo como homem algum jamais fora experimentado.
Em Gênesis 22:1-3 lemos: "Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei. Levantou-se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado".
Penso que crente algum enfrentou situação semelhante à de Abraão. De um lado, estava a promessa de que Isaque seria um grande povo, e, de outro, a ordem para que fosse sacrificado. Como solucionar tal contradição? Hebreus 11:19 tem a resposta: "Considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos". Aqui resplandece uma fé que supera tudo que possamos imaginar. Nisso Abraão é um exemplo para todos os crentes de todos os tempos.
Consideremos agora o que está escrito no tocante a Sara. Ela deve ter sido uma mulher muito atraente. Sua beleza era tal que, naquelas terras pagãs, não seria surpresa se outro homem tentasse tomá-la para si. O Antigo Testamento não nos dá nenhuma informação sobre sua vida de fé. Para ela, era difícil aceitar o fato de ser estéril. Várias vezes encontramos essa aflição nos lares descritos na Bíblia. Hoje, muitas mulheres padecem da mesma tristeza. Na dependência do Senhor ― pois quem permite a esterilidade pode também aceitar as orações dos Seus (1 Samuel 1:5; Gênesis 25:21) ―, todavia, é possível receber, em muitos casos, ajuda médica eficaz. A causa da esterilidade nem sempre depende da mulher, e uma intervenção cirúrgica no homem pode dar resultado. Adotar uma criança pode ser uma solução, ainda que nem sempre isenta de inconvenientes. Mas também vejo com freqüência casais sem filhos realizarem a obra do Senhor com uma eficiência que jamais lhes seria possível se tivessem filhos.
Contudo, temos de advertir contra métodos imorais, a saber, pecaminosos. Por exemplo, a mulher cujo esposo é estéril e recorre à inseminação artificial, valendo-se de um doador, com ou sem o consentimento do marido. Em alguns países, onde a poligamia é permitida, uma nova esposa pode ser a solução quando a primeira é estéril. Mas, no governo de Deus, essa prática quase sempre é seguida de efeitos nocivos.
E essa foi a proposta feita por Sara ao marido (Gênesis 16). É provável que ela estivesse a par da promessa de Gênesis 15:4, mas o casal ignorava ainda o fato de que o filho nasceria de Sara (18:10). Isso pode servir de justificativa para ela, mas não é motivo para aprovarmos tal solução.
Em 1 Pedro 3:5-6, Sara é mencionada como exemplo para as mulheres crentes, devido à sua sujeição ao marido. E, se alguém encontra nisso motivo para pensar que ela era mulher de limitada iniciativa, servil e de pouco caráter, está enganado. Deus entregou Eva a Adão a fim de que fosse para ele uma auxiliadora idônea ― mas ela era do mesmo nível que ele, a mesma coisa podemos dizer de Sara e Abraão. Que ajuda um homem recebe da esposa se tudo o que ela sabe fazer é dizer "sim" toda vez que ele lhe propõe algo?

Contudo, a solução proposta por Sara não foi de ajuda para Abraão. Melhor que não a tivesse escutado. Em Gênesis 30, descobrimos que Raquel fez o mesmo. Em ambos os casos, o filho da serva era contado como da senhora. Propostas como essas não são fruto da fé. Pelo contrário, evidenciam tremenda falta de confiança em Deus.    



O nascimento de Ismael, filho da escrava egípcia Agar, foi motivo de muita tristeza. Sara, ao se sentir ofendida com o comportamento de sua serva, fez injustamente censuras ao esposo. Não obstante, ele lhe deu toda liberdade para maltratar a serva, e ela o fez.
Nessa época, Abraão era da idade de 85 anos, e não era tão velho como em Gênesis 18, quando tinha cem, e Sara, noventa. Abraão creu na promessa divina, mas Sara demonstrou claramente a sua incredulidade.

Gênesis registra um comportamento marcante de Sara. Por duas vezes ela tomou a iniciativa de dar conselho ao esposo, sem que ele o solicitasse. O primeiro, como já vimos, foi ruim, porque provinha da incredulidade. O segundo encontra-se em Gênesis 21:10: "Rejeita essa escrava e seu filho; porque o filho dessa escrava não será herdeiro com Isaque, meu filho". Esse conselho foi mal recebido pelo patriarca, pois "pareceu isso mui penoso aos olhos de Abraão". Porém estava equivocado. Deus lhe disse: "Atende a Sara em tudo o que ela te disser"         (v.12). Nesse assunto, ela demonstrou ter melhor entendimento que o marido.          

Aproveitamos para recordar aos maridos crentes a importância que podem ter para eles os conselhos e as opiniões da esposa.

                                     Questões relativas à família nº 4   
  1. Como Deus chamou Abraão e de que maneira o guiou à obediência? De que maneira age Deus hoje em dia com os Seus filhos?          
  2. Em que circunstâncias Abraão agiu de forma errada com relação à esposa? Por que fez isso? 
  3. Em que passagem lemos mais sobre o problema da esterilidade?  
  4. Em que momento fracassou a fé de Sara?         
  5. Em que sentido Sara é exemplo para as mulheres crentes?   
  6. Quais os resultados da união com Agar?          
  7. Que bom conselho Sara deu ao esposo e qual foi o mau conselho?
  8. Busque na Bíblia outros exemplos em que a esposa tem boa ou má influência sobre marido.

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Texto extraido do livro do pastor H. WILTS (Família segundo o plano de Deus) Editora: DLC Literatura cristã.

ESTE ARTIGO É PRA REFORÇAR A NOSSA COMREENSÃO SOBRE A FAMÍLIA E O SEU PAPEL NO LINDO PLANO DE DEUS. QUE O SENHOR NOS AJUDE A PRESERVAR ESTA SAGRADA INSTITUIÇÃO QUE DEUS QUIS QUE FOSSE A FAMÍLIA, INSTITUÍÇÃO ESTA QUE O DIABO TENTA DE TODAS AS FORMAS DESTRUIR.


A FAMÍLIA SEGUNDO O PROPOÍTO DE DEUS DE WARM HILTS (Parte 3)



3 – NOÉ E SUA FAMILIA  (Gênesis 6-9) 

Era grande a maldade e a violência dos homens nos dias de Noé. Por isso, Deus decidiu toda a humanidade com o dilúvio. Contudo não o fez sem antes adverti-la seriamente. Com paciência e amor deu-lhes ainda 120 anos mais para que se arrependessem e se convertessem. O apostolo Pedro fala da paciência de Deus que “aguardava nos dias de Noé” (1ºPedro 3.20). Infelizmente nada mudou.
Noé mostrou em sua conduta grande diferença em relação a seus contemporâneas. Era um homem justo e irrepreensível. Andava com Deus, como Enoque fizera antes dele, e achou graça diante do Senhor. Contudo, a oferta da graça de Deus não destinava-se somente a Noé. Destinava-se também  a sua casa ― esposa e filhos.
Muitas vezes encontramos na Bíblia a expressão “tu e a tua casa”. Deus não quer salvar somente a indivíduos, mais “casas” e “famílias”. No tempo de Abraão quando Deus fez cair juízo sobre Sodoma, Ele decidiu salvar a Ló. Os anjos que vieram para destruir Sodoma perguntaram a Ló: “Tens aqui alguém mais dos teus?” (Gênesis 19.12). até mencionaram primeiro os seus genros. E Ló foi falar com eles para levá-los consigo. Infelizmente eles se recusaram a ir; não se deixaram salvar e morreram. Deus, porem, queria que toda a família de Ló saísse de Sodoma.
Deus deu a Noé todos os detalhes de como fazer a sua arca para que toda a sua família se salvasse com ele. Quando a arca estava pronta Deus disse: “Entra na arca tu e toda tua casa” (Gênesis 7.1). e Noé entrou na arca com sua esposa, e as esposas de seus filhos. Assim se salvaram todos. Os filhos e as noras eram todos adultos, de aproximadamente 100 anos de idade. Veja que foi bem diferente a atitudes deles do que as dos genros de Ló!
Em atos 16 lemos o que ocorreu com o carcereiro de Filipos. Clamou em desesperada angustia: “que devo fazer para que seja salvo?” A resposta foi: “Crê no Senhor Jesus e será salvo, tu e tua casa” (vv. 30-31). Para Noé e os seus, a arca era o único meio que podia salvo-los; para o carcereiro e sua casa era a fé no nome de Jesus Cristo. “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12). Que graça quando famílias inteiras ― pai, mãe e filhos ― podem gozar a salvação de Deus pela fé em Jesus Cristo!
Os filho de Noé não foram salvos pela fé do pai, mais sim, pelo fato de que, em obediência a palavra de Deus, eles mesmo entraram na arca. É um grande privilegio ter pais crentes e conhecer o Evangelho desde a juventude. Mais que ninguém pense que se pode ser salvo em virtude do exemplo e ensino dos pais crentes. A salvação não se herda, somente pode ser obtida por meio da fé viva e pessoal em Cristo Jesus.
Em 2ºPedro 2.5, lemos que Noé foi um “pregador da Justiça”. Judas nos relata no versículo 14 de sua epistola que Enoque, por sua vez profetizou. Ambos os patriarca tiveram uma vida que agradava a Deus, com testemunho e pregação públicos. Desse modo Paulo podia encorajar os crentes a fazer o que havia visto nele e ouvido dele (Filipenses 4:9). Nós também deveríamos dar o mesmo testemunho.
Depois do dilúvio, Deus fez uma aliança com Noé e seus descendentes. O sinal da sua aliança foi um arco nas nuvens (Gênesis 9.12-17). O homem pode olhar para esse arco quando aparecerem nuvens negra no céu e encontrar consolo. Todos conhecemos na vida essas nuvens ameaçadoras que tanto nos assustam: enfermidades, dores, problemas de toda classe. Mais em meio a todas elas podemos contemplar o arco que nos fala de uma viva esperança: Cristo, o fundamento de todas as promessas de Deus. Não somos apenas nós que vemos esse arco, Deus nos assegura que Ele também contempla e não se esquece de suas promessas.
Depois Noé construiu um altar dedicado ao Senhor e, tomando alguns animais e aves puros, ofereceu-os como holocausto, queimando-os sobre o altar” (Gênesis 8.20). Aqui temos a primeira menção de altar. A oferta, como todas as outras ofertas que encontramos em Gênesis, foi um holocausto. Os outros tipos de oferta são mencionados no livro de Levítico e mostram de maneira figurada os ricos e variados aspectos de sacrifícios de Jesus Cristo. Dentre os livros do Novo Testamento, é especialmente a epístola aos hebreus que trata disso.
Quando Deus aspirou o suave cheiro que subiu do altar, disse a si mesmo: "Nunca mais amaldiçoarei a terra por causa do homem, pois o seu coração é inteiramente inclinado para o mal desde a infância. E nunca mais destruirei todos os seres vivos como fiz desta vez.” (Gênesis 8.21). Isto não aconteceu porque Noé e seus filhos se tornaram pessoas melhores na arca, eram ainda os mesmos, como mostra o versículo 21. Mas o fato é que Deus decidiu fazer a sua graça vigorasse a partir de então em virtude do sacrifício que Noé ofereceu, e Ele aceitou com apreço.
Como todos os sacrifícios também este conduz o nosso pensamento a o sacrifício que Jesus ofereceu no Gólgota. Ali Ele se entregou a si mesmo como oferta imaculada a Deus (Efésios 5.2). Deus ficou plenamente satisfeito e foi glorificado mediante este sacrifício. A oferta que Jesus apresentou foi acima de tudo para glorificar a Deus. Não obstante, Ele também se ofereceu por nós. Só por meio deste sacrifícios é que Deus também pôde considerar-nos aceitáveis (Efésios 1.6). Depois de nossa conversão, não passamos a ser melhores, em comparação com os não crentes, como nem tampouco aquelas oitos pessoas que entraram na arca.
Tenho prazer em pensar na família de Noé, salva e abençoada pela graça, ao redor de seu altar. Gostaria de chamar de “altar da família” dispomos de um altar semelhante em nossa família? Claro que não me refiro a um altar no sentido literal (ou seja, com pedras arrumada, animal queimando,etc. grifo do digitador) Minha pergunta é: reservamos um tempo para sentarmos juntos pais e filhos ao redor da palavra de Deus, para receber dEle consolo e ensino? Agradecemos juntos pelas bênçãos recebidas dEle? Oramos juntos uns pelos outros e pelos os demais também? Se temos esse costume, não deixará de haver preciosos resultados. Como marido nos estimaremos e nos amaremos mais e seremos exemplo para nossos filhos, de modo que eles aprenderão a se amar e a cuidar uns dos outros. Se os fazeres da vida diária ― o trabalho, as obrigações, os estudos ― nos leva a descuidar do serviço devido a Deus, as conseqüências serão triste. Não seria essa a causa de nossa vida familiar frequentemente manifestar tão pouco o caráter de uma família cristã?
Gênesis 9.18-28 continua a historia de Noé e sua família. Quão diferente de que se esperava veio a ser a situação nesse lar tão abençoado. O pai em vez de ser um modelo caiu em pecado, por falta de domínio próprio, embriagou-se. Podem os pais que dão mau exemplo aos filhos esperar deles respeito e reverência? O filho mais moço de Noé demonstra claro menosprezo. Diverti-se ao relatar o que vira aos seus irmãos.
A Palavra de Deus não ensina que os filhos devem honrar seus pais só quando estes merecem, mas sempre. Deus deu aos pais uma autoridade que os filhos têm de respeitar, mesmo que isso lhe pareça difícil.
Por isso Cam foi castigado, e o castigo caiu sobre o seu filho Canaã. Sem e Jafé se entristeceram por causa do comportamento de seu pai. O amor cobre todas as coisas. Mostraram amor e respeito e foram recompensados com a benção que o pai lhe deu.

  Questões referentes à família nº 3:

  1. Como era o comportamento dos homens nos dias de Noé, e em que aspecto Noé se diferenciava deles?
  2.  Como tinha de construir a arca? A arca é figura de que? Quem entrou com Noé na arca, e o que isso nos mostra?
  3. O que nos leva a constatar que os homens não se tornaram melhores depois do dilúvio, e porque só em virtude de um sacrifício puderam permanecer no favor de Deus? O que nos ensina Efésios 5.2 quanto a isso?
  4.   De que maneira podemos edificar um “altar familiar” com a nossa família
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11/04/2013

A FAMILIA SEGUNDO O PLANO DE DEUS DE H. WILTS (parte 2)


2 - LAMEQUE E SUA FAMÍLIA (Gênesis 4:19-24) 

Depois da história da primeira família, encontramos em Gênesis 4 e 5 duas genealogias. Uma é a descendência de Caim, a outra a de Sete. Ambas terminam com a breve descrição de uma família.
A primeira é a casa de Lameque. "Lameque tomou para si duas esposas: o nome de uma era Ada, a outra se chamava Zilá. Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado. O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. Zilá, por sua vez, deu à luz a Tubalcaim, artífice de todo instrumento cortante, de bronze e de ferro; a irmã de Tubalcaim foi Naamá. E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou. Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete" (Gênesis 4:19-24).
Esse breve relato deixa evidente que Lameque tinha todas as características de seu antepassado Caim. Suas palavras e seus atos demonstram que se havia distanciado ainda mais de Deus e de Sua Palavra que Caim. Em conformidade com os pensamentos de Deus, Caim havia tomado para si uma esposa. Freqüentemente se pergunta onde ele conseguiu essa mulher. Só há uma clara resposta bíblica. Adão "gerou [...] filhos e filhas" (Gênesis 5:4). Deus "de um só [ou seja, de Adão] fez toda a raça humana" (Atos 17:26). Portanto, Caim se casou com uma de suas irmãs.
Lameque, por sua vez, agiu em claro desacordo com as intenções de Deus e tomou para si duas esposas. A poligamia é uma prática contrária à ordem estabelecida por Deus na criação (Gênesis 2:24). Quem conhece a Bíblia, sabe que Deus tolerou a poligamia, mas nunca a aprovou. Conseqüentemente, verificamos que esse mal sempre teve o seu devido castigo. O que se observa em certos países confirma a regra -- eu mesmo pude verificar isso na África. Não se podem esperar casais e lares ideais e felizes se não estiverem fundamentados nesse princípio bíblico.
Lameque não agiu por ignorância. Gênesis 4:24 mostra que ele conhecia as palavras de Deus. Não sentia nenhuma necessidade da proteção que Deus havia prometido a Caim. Suas palavras, cheias de orgulho e vanglória, manifestavam que se considerava capaz de se defender a si mesmo. Ele mesmo poderia lutar por seus direitos! Não precisava de Deus para nada! Vontade própria, independência e autoritarismo eram as características dominantes de sua personalidade. Com essas características, pode-se "alcançar" muito neste mundo pecaminoso.
A breve descrição da família de Lameque atesta isso. Seus três filhos evidenciavam as mesmas características do pai. Os três chegaram a ser famosos no mundo de seu tempo. Foram os pioneiros nas áreas de seus talentos e atividades. Jabal, agricultor, foi chamado de "o pai dos que habitam em tendas e possuem gado". Jubal veio a ser "o pai de todos os que tocam harpa e flauta", foi o eminente pioneiro do mundo da arte e da cultura. O terceiro foi Tubalcaim, artífice de todo instrumento cortante, de bronze e de ferro. Com razão podemos considerá-lo o precursor do mundo industrial de seu tempo. Podemos imaginar com que respeito os contemporâneos viam Lameque. Que lar mais bem-sucedido tinha esse homem! Como não invejá-lo? Três filhos, e cada um alcançou um lugar de destaque na sociedade!
Que pai não se alegra quando os filhos alcançam posição importante neste mundo? Muitos fazem sacrifícios financeiros para dar aos filhos uma boa educação e dedicam muito tempo e energia para esse fim. Não se alegrariam, então, com o êxito de seus filhos e não se sentiriam orgulhosos deles? É o que pensa a maioria dos pais hoje em dia, e Lameque certamente pensou da mesma maneira. Mas será que era tudo tão belo e bom como parecia? Não teria Lameque se deixado ofuscar pelas aparências? Não é justamente isso que se vê hoje também?
Lameque tinha um contemporâneo que se chamava Enoque. Este também pertencia à sétima geração desde Adão, mas era da linhagem de Sete, que invocava o nome de Deus (Gênesis 4:26). Enoque caminhava com Deus, algo que Lameque não fez. Aliás, fez justamente o contrário. Enoque também se casou. Também gerou filhos e filhas. Pelo que sabemos, Enoque e sua família não foram influentes no mundo de seu tempo. Enoque nem tampouco vivia para este mundo. Não, ele caminhava com Deus.
Os ideais da pessoa que anda com Deus são diferentes dos das demais que vivem só para este mundo. Essa pessoa tem outras normas para dar valor às coisas. Por isso, Enoque via sua tarefa e sua vida neste mundo de modo completamente diferente de Lameque.
Há ainda duas outras passagens que falam do modo de viver de Enoque e completam o que se diz dele em Gênesis. Seu andar com Deus era o andar pela fé, o qual culminou no seu traslado em glória (Hebreus 11:5-6). Mediante essa fé, ele também discerniu a inimizade contra Deus que caracterizava o mundo de seu tempo. Dessa maneira, também entendeu que este mundo caminha rumo ao juízo de um Deus santo. Profetizou acerca deste juízo vindouro e advertiu seus contemporâneos (Judas 14). Infelizmente, o mundo de então não o levou a sério. Três gerações posteriores, nos dias de Noé, esse juízo chegou sob a forma do dilúvio.
A história de Lameque e de sua família deixa uma séria advertência para nós e respectivas famílias. Que eu não seja mal-interpretado! Não é pecado almejar que nossos filhos recebam uma boa educação. Evidentemente também não é pecado exercer uma boa profissão ou um ofício neste mundo. Se trabalhamos na agricultura, na cultura ou na indústria, isso não tem muita relevância -- desde que possamos exercer nossa profissão em comunhão com Deus e que ele seja honrado.
Nós, os crentes, não pertencemos mais a este mundo. Deus "nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor" (Colossenses 1:13). Por graça, fazemos parte daqueles que o Pai tirou do mundo e deu a Seu Filho (veja João 17:6). Mas ainda estamos neste mundo. Por isso, temos que cumprir um papel que implica muitas responsabilidades.
O apóstolo João escreveu: "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente" (1 João 2:15-17).
Para andar de maneira condizente com o nosso lugar e com a responsabilidade que temos neste mundo, precisamos viver a fé de um Enoque. O apóstolo Paulo viu o perigo de fazermos mal uso -- abusar -- deste mundo, e advertiu acerca disso. Mas também mencionou a possibilidade de usarmos corretamente as coisas deste mundo, e dessa forma glorificar a Deus. "Os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa" (1 Coríntios 7:31 - RC). Uso e abuso podem se aproximar muito. Facilmente se passa de um ao outro.
Para esclarecer este assunto, darei um exemplo. Desde os tempos antigos, o homem tem inventado diversos meios para registrar seus pensamentos por escrito e repassá-los a outros. Jó já conhecia a arte de escrever e gravar (Jó 19:23-24). Bem mais tarde inventou-se a imprensae, depois, outros meios de comunicação. Alguém disse que todos esses inventos se tornaram degraus, quer para o céu, quer para o inferno. Podemos verificar que o diabo faz uso intensivo desses meios para estender o seu reino. Será por isso que os crentes hão de rejeitar toda cultura, tornando-se hostis a ela e levando uma vida de isolamento?
A tecnologia gráfica, o rádio e a televisão têm sido meios para espalhar uma onda de perdição sobre este mundo. Eis o abuso. Contudo, utilizada com proveito, a tecnologia gráfica permite que hoje a Bíblia seja colocada nas mãos de milhões de pessoas. Por meio da rádio e das fitas cassetes, as Boas Novas da salvação são proclamadas a muitas pessoas que não sabem ler. Usemos as coisas do mundo, mas não façamos abuso delas!
William Kelly, erudito em línguas e grande conhecedor da Bíblia, encontrou-se certa vez com um professor de línguas antigas. Logo os dois estudiosos estavam envolvidos numa profunda conversa. De repente, o professor lhe perguntou: "Senhor Kelly, qual a sua ocupação?". A resposta foi: "Estudo a Bíblia, escrevo sobre ela e dou conferências". O professor replicou: "Que pena que o mundo esteja perdendo um talento como esse!". William Kelly lhe respondeu com três palavras: "Que mundo, senhor?".
Essa pergunta nos leva a reflexão. Para que mundo vivemos e trabalhamos? Para que mundo educamos os nossos filhos? Lameque, um homem do mundo, educou seus filhos para este mundo. Mas este mundo passa. "Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mateus 16:26). Porém, melhor é dizer como disse Josué: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Josué 24:15).

Questões referentes à família nº 2:

1)  Que aspectos caracterizam Lameque e quais caracterizam os filhos dele?

2)  Que versículo mostra que Deus não aprova a poligamia?

3)  Que contraste observamos entre Lameque e Enoque?

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Texto extraido do livro do pastor H. WILTS (Família segundo o plano de Deus) Editora: DLC Literatura cristã.


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04/04/2013

A FAMÍLIA SEGUNDO O PROPOÍTO DE DEUS



INTRODUÇÃO
Quando nos casamos, minha esposa e eu, como tantos outros casais, recebemos muitas mensagens de felicidades. Num dos cartões, lia-se: O casamento é uma bendita instituição que Deus nos preservou do paraíso? Depois de quase sessenta anos de vida conjugal e familiar, continuo a confirmar a veracidade desta declaração.
Contudo, também aprendi e pude observar nos outros que essa bênção não é automática, nem tem garantia duradoura sem que se observem algumas condições. Vivemos num mundo pecaminoso, do qual Satanás é o príncipe. Nesta sociedade estão atuantes toda classe de forças contrárias que instigam nossa natureza pecaminosa e tendem a destruir a vida familiar, causando muitos males. Em minha longa experiência de ensino, seja como professor, seja na obra de evangelização, seja no trabalho missionário, tanto em meu país como no exterior, fui defrontado com muitos problemas familiares. Naturalmente, também li muito sobre o tema. Quando visitava os lares, quando expunha a Palavra nas reuniões ou em conferências sobre o assunto, tinha de responder a muitas perguntas que me eram feitas.
A resposta para os problemas conjugais e familiares de nosso tempo tem de ser procurada na Bíblia. E não somente no Novo Testamento, pois o Antigo Testamento também proporciona muito esclarecimento sobre esse tema. Obviamente, as famílias descritas na Palavra de Deus viviam em épocas e condições muito distintas da nossa. Os usos e costumes eram diferentes. Não podemos simplesmente transportar certas maneiras de agir para o modelo cultural de nossa sociedade, menos ainda aplicá-las ao pé da letra. Ademais, as famílias que nos são apresentadas na Bíblia nem sempre são exemplares.
A Bíblia é um livro verdadeiro. Por meio dela, Deus chama nossa atenção tanto para as atitudes pecaminosas que podem ocorrer na vida familiar como para as boas. Assim também, quanto a este assunto, se aplica o que o apóstolo Paulo disse em 1 Coríntios 10:11: Estas cousas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa?
Ao estudar este tema, reparei outra vez como as muitas instruções desse velho Livro são ainda bem atuais. Nem poderia ser diferente, visto que foi o próprio Deus quem no-lo deu. A Bíblia é para todos os homens, de todas as épocas e de todos os países.
A natureza humana continua a mesma desde o primeiro casal, depois da queda. Todos os homens têm as mesmas tendências pecaminosas capazes de conduzir aos mesmos extravios. Além disso, Satanás ainda é o grande sedutor e homicida, como tem sido desde o princípio (João 8:44). Sempre busca corromper o que Deus dá ao homem para bênção. Isto se aplica particularmente à vida conjugal e familiar.
            Creio que estas considerações farão o leitor compreender a intenção desta série de artigos. Não existe a pretensão de abordar diretamente temas como noivado, matrimônio, sexualidade, planejamento familiar e educação dos filhos. O propósito é apresentar uma série de famílias descritas na Bíblia e, contemplando-as, tirar lições importantes para a vida familiar de nosso tempo. Dessa forma, as considerações referentes à vida conjugal e familiar virão espontaneamente .

            As perguntas propostas no final de cada estudo são para instigar estudo pessoal e aprofundamento no tema. Talvez possam também estimular conversas em família ou, mesmo, servir de referência para grupos de estudo bíblico.


1 - ADÃO E EVA E SEUS FILHOS (Gênesis 3 e 4) 
A primeira família que encontramos na Bíblia é a de Adão e Eva. Eles tiveram filhos e filhas (Gênesis 5:4). Não se sabe quantos filhos tiveram, mas os nomes de três deles são conhecidos: Caim, Abel e Sete.
Primeiro Deus criou a terra e preparou-a como morada para o homem. Por fim, para completar sua obra, criou Adão. Formou-o do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida. Desse modo, o homem passou a ser alma vivente. Deus o fez habitar num lindo lugar, o jardim do Éden. Sua tarefa era cultivá-lo e guardá-lo (2:15).
Deus lhe deu autoridade sobre tudo o que havia criado. Adão deu nome a todos os animais, evidenciando assim a autoridade que Deus lhe dera. Observou os animais[lan1] , o vínculo entre macho e fêmea, como Deus os havia criado. Então sentiu uma grande solidão: ?Não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea? (2:20).
Contudo, antes de Adão dar-se conta desta necessidade[lan2] , Deus disse: ?Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea? (2:18). O mesmo Deus criador pôs esse desejo no coração de Adão e Ele mesmo desejava suprir esse anseio.
Depois de fazer cair pesado sono sobre Adão, Deus tirou-lhe uma costela, da qual formou a mulher e apresentou a Adão. Como Adão deve ter ficado agradecido quando recebeu a mulher das mãos de Deus! É uma alegria que, desde então, tem-se repetido no coração de milhares de casais que Deus uniu em mútuo amor.
Adão sabia que Deus havia formado a mulher dele mesmo. Ela era verdadeiramente de sua própria carne. O fato de Deus ter usado uma costela de Adão não é insignificante. Vejam a observação que consta no Talmude dos judeus: Deus não fez a mulher da cabeça de Adão para que o governasse, tampouco de seus pés para que a pisoteasse, mas, sim, de uma costela, próxima de seu coração, para que a amasse. Desse modo, Adão e Eva vieram a ser marido e mulher, uma só carne?
            Esse fato mostra um ensinamento profético que mais tarde foi revelado por Paulo: Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos membros do seu corpo. Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja? (Efésios 5:25-32). À luz desses versículos, vemos claramente que cada casal deve ser uma representação real da relação entre Cristo e a igreja. Qualquer desvio, como poligamia, infidelidade conjugal e divórcio, está em contradição com o que Deus estabeleceu na criação. Mais tarde voltaremos a falar sobre isso.
            O primeiro casal vivia em completa harmonia. Não se envergonhavam um do outro. Quando notavam a presença de Deus no jardim, não temiam. Nem mesmo perguntavam quem dos dois era o líder. Deus estabeleceu as regras da relação de autoridade entre homem e mulher apenas quando a queda pelo pecado fez isso necessário. Adão podia compartilhar com sua esposa a tarefa de dominar. Juntos cumpriam a ordem: ?Multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a? (Gênesis 1:28). Também juntos exerciam a tarefa de cultivar e guardar o jardim.
            Toda bênção que Deus dá ao homem é sempre acompanhada de uma responsabilidade. Esse também era o caso de Adão e Eva. Não só tinham de cultivar o jardim, mas também deviam guardá-lo. Isso só era possível num caminho de obediência para com Deus, não comendo da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois do contrário morreriam (2:15-17).  Sabemos como Satanás conseguiu tentar Eva e fazer que ela desobedecesse a Deus. Em sua queda, arrastou a seu marido.
            Não guardaram o jardim, logo, não podiam mais cultivá-lo, e foram expulsos do Éden. Perderam o paraíso para sempre. Além disso, por causa da desobediência, colocaram toda a criação debaixo da influência e do poder de Satanás, do pecado e da morte.
            Quão grandes foram as mudanças que o pecado trouxe a esse casal, mudanças essas que se estenderam a toda a humanidade (Romanos 5:12). Uma vida feliz em comunhão com Deus e um com o outro se transformou numa vida de medo e vergonha. Quando deram conta de sua nudez, coseram para si vestes de folhas de figueira, as quais Deus substituiu por pele de animais. Não há dúvida de que esse ato de Deus é uma alusão à reconciliação. Aqui, por meio do sacrifício de uma animal inocente, Deus já estava querendo dar a entender que o homem só podia subsistir perante Ele mediante a morte de um substituto.
            No paraíso, o trabalho era uma bênção de puro gozo. Mas fora do jardim, a terra produzia cardos e abrolhos. Adão tinha de cultivá-la com trabalho dificultoso, e no suor do rosto comer seu pão. Deus chamou a todos os que tiveram parte nesse primeiro pecado para Lhe prestarem conta. Cada um recebeu a sua própria sentença: Satanás, a serpente, Adão e Eva.
            Constatamos também que ocorreu uma grande mudança na relação desse casal. É certo que 1 Timóteo 2:13 e 1 Coríntios 11:8-9, passagens que dizem respeito à posição do homem e da mulher, indicam que o primeiro lugar de Adão ― o de cabeça ― já fora estabelecido na ordem divina da criação. Mas foi só depois da queda que Deus disse a Eva: O teu desejo será para o teu marido, e ele te governará? (Gênesis 3:16). Essa não era a relação entre eles antes do pecado. Felizmente Adão não recebeu a ordem de mandar em sua esposa (atentemos bem para isso!). Mas à Eva foi dito claramente que seu lugar seria de subordinação a seu marido.
            Muitas vezes se diz que essa relação de subordinação foi abolida pelo evangelho e não tem mais validade. Homens e mulheres estão agora equiparados na sociedade, logo, também no lar e na igreja. Cita-se Gálatas 3:28 (v.r.): ?Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus?. Quem não é afeiçoado à idéia de emancipação da mulher é tido como quem comete discriminação e, aos olhos de muitos, parece estar cometendo o pior pecado.
            Quando se faz referência ao que Paulo disse sobre isso em outra passagem do Novo Testamento, a objeção é refutada com o argumento de que se trata de um ponto de vista de Paulo, talvez bom e aceitável naquele tempo, mas arcaico e inviável para nossos dias. Entretanto, os cristãos espirituais, que conhecem a Bíblia e a amam, sabem que os escritos de Paulo são os mandamentos do Senhor (1 Coríntios 14:34-37). O que se diz com respeito à posição da mulher no lar? ?As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido? (Efésios 5:22-24). Esses versículos são dirigidos às mulheres, não aos homens. Se alguma irmã porventura tiver dificuldade para obedecer a essas instruções, é um conselho meu que leiam várias vezes a passagem. Os homens não precisam fazer isso. Geralmente estão bem convencidos dessa verdade. Conhecem muito bem o teor da exortação: ?As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido? Mas isto não lhes dá o direito de interpretar o versículo como se dissesse: Maridos, mantende vossas mulheres em sujeição? A instrução aos maridos está na seqüência da passagem que acabei de citar: Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela? (v. 25). Amar a sua esposa é bem diferente de governá-la!
            Certa vez visitei um casal cuja relação estava muito longe do ideal. Quando cheguei o marido ainda não estava em casa. A esposa me recebeu e, passado um tempo, começou uma longa lista de queixas contra o marido. Era quase interminável. Durante algum tempo escutei em silêncio. Mas depois comentei que, ao que parecia, ela tinha um marido desobediente à Palavra de Deus. Pode-se dizer que sim ,respondeu ela, Nunca ouço dele nenhuma palavra de apreciação ou de carinho. Peguei minha Bíblia, busquei a primeira epístola de Pedro 3:1-2 e li: Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor. São versículos que ela conhecia bem. Quando lhe perguntei se tinha posto em prática esse conselho de Pedro, respondeu-me com franqueza que não: Devo confessar que muitas vezes, quando ele se conduziu indevidamente, eu lhe respondi com palavras duras". Ela admitiu que essa talvez fosse a razão de não lograr exercer boa influência sobre o marido.
            Naquele momento, nossa conversa foi interrompida pela chegada do marido. Ele viu a Bíblia aberta e o rosto da esposa inchado pelo choro e entendeu o que estava acontecendo. De fato, a relação entre eles não era como devia ser. Ele prontamente confessou isso.
            No decorrer da conversa lemos o sétimo versículo desse mesmo capítulo: ?Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações?. O homem se queixou: Como alguém pode amar uma mulher que não quer saber de sujeição, sempre é rebelde e quer fazer a vez de chefe? E a esposa reagiu: Como uma esposa pode se sujeitar a um marido que nunca demonstra apreciação ou carinho? Ninguém suporta isso! Por fim, aconselhei os dois a trocar urgentemente os textos bíblicos. Que a mulher lesse e praticasse o que estava escrito para ela, e o marido levasse a sério o que estava escrito para ele.
            Não é esse um problema generalizado entre os cristãos: atentar para o que o outro deve fazer? Somos mais propensos a atentar para os outros e criticá-los que a aplicar a Palavra de Deus a nós mesmos.
            Os versículos citados lançam uma clara luz sobre as relações entre marido e mulher no matrimônio e no lar. Quanto à Igreja, o lugar assinalado para homens e mulheres também não é o mesmo. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo com o propósito de instruí-lo "como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja" (1 Timóteo 3:15). Disse: A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio? (1 Timóteo 2:11-12).
            Em 1 Coríntios 14:34, o apóstolo  diz: ?Conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina?. O que Paulo escreveu é um mandamento do Senhor, a cabeça da Igreja.  
Noutro tempo não se suscitava a questão de ordenar uma mulher para o ministério, porque os versículos que lemos há pouco eram tidos como suficientemente claros e aceitos por sua autoridade. É triste verificar que hoje em dia, em geral, a ocorrência de mulheres exercendo o ministério nem mais se questiona. Por acaso encontraram uma melhor explicação para essas passagens? Impossível, pois não dão margens a duas interpretações! Não, argumentaram simplesmente que esses conceitos estão arcaicos. Seriam meros pontos de vista do apóstolo Paulo, aplicáveis àquele tempo, obsoletos para a época atual. Com essa forma de argumentar, as Escrituras são privadas de sua autoridade e simplesmente postas de lado. Aliás, é bem isso que tem acontecido com muitas outras verdades bíblicas, mas não quero me delongar nisso agora.
No tocante ao lugar da mulher na Igreja, os versículos apresentados são suficientes para toda mulher que queira submeter-se à autoridade das Escrituras. O serviço público na Igreja é uma área para a qual o Senhor, que é o cabeça da Igreja, chamou o homem. Para ele há numerosas instruções como exercer esse serviço. A mulher foi chamada para outras tarefas, e isso não significa que ela tenha lugar inferior diante do Senhor. Eram mulheres que serviam ao Senhor com seus bens. Foi a mulheres que o Senhor se apresentou primeiro, após a ressurreição. Foram mulheres quem Ele incumbiu de transmitir aos irmãos a grande notícia de Sua ressurreição. Mulheres lutaram junto com Paulo em prol do evangelho. O homem e a mulher têm cada um o seu próprio lugar, tanto no lar como na Igreja.
Gênesis 4 começa comunicando que Adão e Eva coabitaram. A relação sexual entre os cônjuges é uma bênção especial de Deus, na qual não há nada pecaminoso nem sujo. É um prazer e privilégio que Deus associou ao matrimônio. Isso pode ser constatado na instituição do matrimônio, quando Deus disse: "Estes dois serão uma só carne" (Gn 2:24). Deus implantou o instinto sexual nos animais para perpetuação da espécie. Este também é o propósito de Deus para o homem. Deus disse a Adão e Eva: Sede fecundos, multiplicai-vos? (Gn 1:28). A bênção dos filhos é uma fonte de grande alegria no matrimônio. E a ordem para gerar filhos continua vigente nos dias de hoje. Pode-se dizer que esse é o único mandamento que o gênero humano têm obedecido voluntariamente, em qualquer lugar. É uma conseqüência da atividade sexual. Embora, no tocante à sexualidade, Deus tenha dado ao homem muito mais que aos animais, dotando-o de compreensão e do amor controlado pela razão. Quando falta esse controle, o homem se rebaixa ao nível do instinto animal. 1 Coríntios 7:3-5 nos dá claras instruções de como viver a sexualidade no casamento: "O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência".
Vimos que Deus deu ao homem e à mulher uma posição distinta em certas áreas da vida. As epístolas de Paulo também apresentam isso. Por isso, é tanto mais notável verificar que neste caso ambos os parceiros são contemplados com igual posição e igual direito. Esse é um aspecto muito importante para a vida sexual. Outro ensino importante é que os parceiros não devem ter em vista a sua própria satisfação, mas devem almejar a felicidade do outro. A meta no matrimônio não deve ser obter o máximo proveito possível, mas dar o mais que se possa. Se esses princípios forem respeitados, é possível viver por muitos anos um casamento prazeroso e harmonioso, mesmo no aspecto físico. Os laços do amor desse modo se reforçam. Por outro lado, a desconsideração desses princípios é a causa do fracasso de muitos matrimônios. O amor se esfria até que, por fim, um fica alheio ao outro; e o resultado muitas vezes é desastroso.
Muitos irmãos supõem, e até ensinam, que o celibato (ou a abstinência sexual dos casados) é indicador de um nível mais elevado de espiritualidade no crente. Isso é um erro. O próprio Senhor Jesus ensinou de forma diferente, e demonstrou isso chamando homens casados para apóstolos (1 Coríntios 9:5). Deus só aprova que alguém abra mão do matrimônio quando o fizer voluntariamente em prol do Reino de Deus. Poucos são qualificados com esse dom especial. Paulo também ensinou isso (1 Coríntios 7:32) e se opôs firmemente aos que proibiam o matrimônio (1 Timóteo 4:3). A exigência do celibato, que mais tarde foi instituída na igreja romana, não tem nenhuma base bíblica. A história eclesiástica provou que as pessoas não são capazes de viver uma vida casta quando isso lhes é imposto. Que ninguém se subestime nesse assunto. Não é o desejo em si mesmo o que caracteriza o pecado ― aquilo que Paulo chama de viver abrasado, mas o fato de buscar satisfação sexual fora do casamento.
Os coríntios escreveram a Paulo fazendo muitas perguntas, entre elas, várias a respeito do casamento. A resposta do apóstolo dá a entender que, dentro da esfera do matrimônio, Deus concedeu um lugar aos impulsos sexuais. Ceder a esses impulsos fora dessa esfera, caracteriza a "prostituição" ou o "adultério", e é condenado como pecado. É bom e absolutamente necessário que os crentes atentem para essa norma. Em nosso país, dito cristão, isso foi, nas gerações passadas, de certa forma levado em conta na formulação das leis. Hoje em dia, muitos não querem mais saber desse princípio divino. As relações sexuais fora do casamento são aprovadas e, muitas vezes, até publicamente propagadas.
Também as relações homossexuais recebem aprovação. Muitos até querem que essa forma de convivência seja reconhecida por lei. Os que têm a coragem de protestar publicamente contra tais práticas são tachados de antiquados e tapados. Devem ser punidos por discriminação, dizem alguns. Pensam esses que poderíamos nos desenvolver melhor e viver mais felizes sem essas normas bíblicas. E esse pensamento não é tão novo quanto parece. É a mesma velha mentira de Satanás no paraíso: No dia em que [...] comerdes [o fruto proibido...] como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal? (Gênesis 3:5). É uma meia-verdade, e geralmente uma meia-verdade é pior que uma mentira inteira. O diabo deixou de mencionar que, com esse conhecimento, o homem não mais seria capaz de deixar o mal, nem tampouco de fazer o bem. Abolir as normas de Deus nunca fez o homem mais feliz, nem jamais fará. Que sociedade desventurada é esta de hoje, que cada vez mais se afasta de Deus!
O primeiro filho de Adão e Eva foi Caim. Depois nasceu Abel. Eles não "fizeram" filhos, como às vezes se diz hoje em dia. Filhos devem ser vistos pelos pais como dom de Deus. Estes, portanto, também devem ser criados para Deus. Eva reconheceu no filho que lhe nascera uma bênção de Deus. Ao criar filhos, os pais muitas vezes experimentam bastante alegria, muitas vezes também, preocupação e tristeza. E o mesmo se deu com os primeiros pais.
O filósofo Rousseau afirmou que as crianças são como um papel em branco. Uma vez que o educador saiba evitar qualquer má influência sobre ela, poderá escrever o que quiser sobre essa folha em branco. Todavia, o relato da primeira família nos ensina algo diferente. As influências exteriores não desempenharam nenhum papel na criação dos filhos do primeiro casal. O que de fato pesou no caso de Caim foi a natureza pecaminosa que recebera desde o nascimento. Seus pais provavelmente tiveram muita preocupação e tristeza por causa dele. A elevada expectativa de Eva resultou em grande desilusão.
Caim era religioso. Foi ele que ofereceu o primeiro sacrifício a Deus. Mas, ao contrário de seu irmão, ele não entendeu nada do fundamento sobre o qual um pecador pode subsistir perante Deus e se aproximar dEle. Abel também ofereceu um sacrifício, mas os sacrifícios dos irmãos foram diferentes. Se alguém ler a Bíblia superficialmente, poderá supor que a causa disso estava na diferença de seus ofícios. Caim, agricultor, ofereceu a Deus um sacrifício dos frutos da terra, e Abel, pastor, ofereceu a primogênita de suas ovelhas. Pode parecer natural. Mas, se pensarmos assim, perderemos a grande lição concernente à reconciliação que essa história encerra. Em Hebreus 11:4 lemos: Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala?
Há uma grande diferença entre esses dois homens: Abel tinha fé e, fundamentado nessa fé, ofereceu sacrifício. Hebreus diz que ele ofereceu um sacrifício "mais excelente", um sacrifício de sangue, dando a entender que reconhecia sua culpabilidade diante de Deus. Ele cria em Deus e que este lhe aceitaria o sacrifício em seu lugar. O sacrifício de Caim evidenciava um rito religioso constituído segundo a vontade própria: ofereceu frutos da terra -- da mesma forma que seu pais, que, depois de caírem no pecado, pensavam poder vestir-se perante de Deus com folhas de figueira produzidas por uma terra maldita. As peles com as quais Deus os vestiu ensinavam de maneira figurada que o pecador só pode aproximar-se de Deus em virtude do sacrifício de um substituto executado no lugar deles. Adão e Eva tiveram de aprender essa lição e, sem dúvida alguma, também a ensinaram a seus filhos, mas Caim não a compreendeu. Razão pela qual lemos que Deus não se agradou de Caim e de sua oferta? (Gênesis 4:5). Outra coisa que notamos aqui é que, nessas duas ofertas, Deus relaciona o ofertante com sua oferta.
Adão e Eva podiam contar a seus filhos os grandes feitos de Deus e compartilhar com eles os ensinamentos que eles próprios haviam recebido de Deus. Mas não estava ao alcance deles convertê-los nem induzi-los à fé. Isso é algo que só Deus pode fazer, mediante a operação do Espírito Santo.
O mesmo também se aplica aos pais da atualidade. Temos de estar profundamente cientes de nossa grande responsabilidade como pais e, ao mesmo tempo, convencidos da nossa completa incapacidade. Isso nos levará à oração. Rendamos graças a Deus pelos filhos que se convertem e evidenciam a verdadeira fé. Sigamos orando pelos que continuam demonstrando desinteresse.
Quando Caim viu que Deus rejeitara sua oferta, irou-se grandemente contra seu irmão e finalmente o assassinou. Por quê? O apóstolo João dá a resposta: Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas? (1 João 3:12).
Não obstante, Deus também amava Caim, assim como ama a todos os pecadores. Não quer que o pecador pereça, mas que se converta e seja salvo (veja 2 Pedro 3:9; 1 Timóteo 2:3-4). Por isso advertiu Caim antes de este consumar o ato deplorável. Posteriormente, quando Deus lhe anunciou o castigo, Caim reconheceu a gravidade de seu pecado. Teria sido arrependimento sincero? Ou ele teria ficado impressionado com os terríveis resultados de sua maldade? Quanto a isso, só podemos fazer suposições.
Caim foi desterrado. Antes de se retirar, Deus pôs sobre ele um sinal para que qualquer que o encontrasse não o ferisse de morte. Até no juízo pronunciado sobre Caim vemos a misericórdia de Deus. A expressão quem quer que o encontrasse [lan1] ? (Gênesis 4:15) é óbvia referência aos outros filhos de Adão e Eva. Alguns provavelmente já haviam-se casado com uma das irmãs. O próprio Caim tomou uma irmã por mulher.
No lugar de Abel, Deus deu outro filho a Adão e Eva: Sete. Gênesis 5 nos fala dele e de sua descendência, é um capítulo que termina com Noé, cuja família vamos considerar numa próxima ocasião. A descendência de Caim nos é relatada no capítulo 4. Dessa linhagem destaca-se Lameque e seu lar. É deles que trataremos no próximo estudo.

 Questões relativas à família nº 1           


  1. Que princípios sobre o matrimônio encontramos em Gênesis 2:24? 
  2. Como Satanás conseguiu fazer que os primeiros homens pecassem (Lucas 4:1-13 e 1 João 2:16)?           
  3. No que consistiu a condenação de Satanás, a serpente, e a de Adão e de Eva (Gênesis 3:14-19)?               
  4. Em Gênesis 3:7 e 21 notamos que o homem não pode agradar a Deus com suas próprias obras. O que dizem as passagens de Romanos 3:28 e Efésios 2:8-9 a esse respeito?       
  5. Como Deus regulamentou a relação entre o homem e a mulher (leia Malaquias 2:14-16; Efésios 5:22-23; 1 Pedro 3:1-7)?  
  6. Que importância tem a sexualidade? No que diz respeito à sexualidade, qual é a diferença entre o homem e os animais (leia Gênesis 1:28; 2:24; 1 Coríntios 7:3-5)?      
  7. Qual a diferença entre Caim e Abel (leia Hebreus 11:4 e 1 João 3:12)?



CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA...

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Texto extraido do livro do pastor H. WILTS (Família segundo o plano de Deus) Editora: DLC
Literatura cristã.

ESTE ARTIGO É PRA REFORÇAR A NOSSA COMREENSÃO SOBRE A FAMÍLIA E O SEU PAPEL NO LINDO PLANO DE DEUS. QUE O SENHOR NOS AJUDE  A PRESERVAR ESTA SAGRADA INSTITUIÇÃO QUE DEUS QUIS QUE FOSSE A FAMÍLIA, INSTITUÍÇÃO ESTA QUE O DIABO TENTA DE TODAS AS FORMAS DESTRUIR.